Foto: Reprodução

Caminho lento para a recuperação de empregos na América Latina e no Caribe

Junto com a pandeia veio uma onda de desemprego, que registrou uma alta de quase 30% nos números de desempregados; macro políticas são essenciais para retomada

Por Guilherme Campbell

Em relatório publicado pela CEPAL (Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina), continente precisa de macro políticas ativas para reinserir no mercado os mais de 47 milhões latino-americanos que perderam o emprego em 2020. Uma vez que recuperação vem ocorrendo a passos lentos na região.

“Em termos de emprego, a crise da saúde afetou sobretudo grupos vulneráveis, aprofundando as desigualdades no mercado de trabalho. As mulheres foram as mais afetadas pela perda de empregos e pelo declínio na participação no mercado de trabalho. Uma visão estratégica deve vincular o desenvolvimento sustentável à geração de empregos”, afirmou o relatório apresentado simultaneamente nas capitais Santiago, Chile, e Lima, Peru, por meio de uma coletiva de imprensa virtual conjunta liderada por Alicia Bárcena o Secretário Executivo da CEPAL e Vinícius Pinheiro, Diretor Regional da OIT. Ressaltando como os grupos mais vulneráveis foram os mais atingidos em cenário histórico de retração regional.

A apresentação também projetou o impacto da pandemia para os jovens, uma vez que há menos vagas para aqueles que iniciam sua carreira profissional, onde o cenário são de menos renovações temporárias de contratos e menos contratações após períodos de experiência. Além disso, a menor probabilidade de encontrar um emprego desestimula os jovens a procurar emprego, levando a um número crescente de pessoas que não procuram trabalho nem estudam.

O relatório alertou que, a normalização dos níveis de atividade econômica aos números pré pandemia levará vários anos, o que se traduzirá em uma projeção recuperação em longo prazo.  E qualquer retorno exigiria políticas ambientais que estimulem o crescimento do emprego, apoiadas por “políticas fiscais ativas que fomentam o emprego, com projetos de investimento intensivos em mão de obra” com foco na sustentabilidade.

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