A Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias está monitorando o nível do Rio Quitandinha, na altura da Rua Coronel Veiga, com o apoio das câmeras do Centro Integrado de Operações de Petrópolis (Ciop). Os agentes acompanham pelas imagens o curso da água naquela região, que possui um grande histórico de inundações e alagamentos no período de fortes chuvas, que vai de novembro até a primeira quinzena de abril. A partir deste acompanhamento, os órgãos de resposta e de pronto atendimento serão acionados de forma mais rápida e eficaz. Casos como o que aconteceu no dia 3 de março deste ano, quando uma mulher ficou presa dentro de um veículo e teve que ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros, preocupam a Secretaria de Defesa Civil.

O monitoramento da cidade conta com 56 câmeras espalhadas em 46 locais, que gravam em 360º. As imagens são geradas em alta definição e as câmeras possuem zoom com até um quilômetro de distância. A prefeitura já trabalha para ampliar o número de equipamentos para 96 câmeras. O Ciop reúne Guarda Civil, Polícia Militar, Polícia Civil, CPTrans, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros em um único espaço, proporcionando mais segurança e eficácia no atendimento aos petropolitanos.

“As imagens do Ciop viabilizam acesso direto a cheias de rios e deslizamentos, facilitando que a gente busque alternativas para poder prestar o socorro mais rápido. A Coronel Veiga é um ponto crítico durante o verão e o acompanhamento será fundamental para evitarmos ocorrências como a de março desse ano”, explica o secretário de Defesa Civil e Ações Voluntárias, coronel Paulo Renato Vaz, reforçando que os agentes estão trabalhando no Ciop desde a inauguração do serviço, em junho, com foco na redução do risco de desastres.

O monitoramento do nível do rio na altura da Rua Coronel Veiga faz parte do trabalho integrado e organizado do Plano Verão municipal, que está sendo elaborado em dois eixos: operacional e comunitário. A preparação começou cinco meses antes da estação por causa dos números do último verão comparados com o ano anterior: os índices de chuva foram em média 120% mais altos, além da quantidade de ocorrências que subiram 48%. O lançamento está marcado para o dia 28 de novembro, na Casa dos Conselhos, na Av. Koeler.

“Sabemos que existe o risco, e dessa maneira, precisamos lidar com ele da melhor maneira possível, com treinamento e ações que reduzam os perigos. A ideia do Plano Verão municipal é preparar e organizar os órgãos de atendimento. Também trabalhamos de forma antecipada, com a presença da Defesa Civil nas comunidades e na escolas, com o objetivo de criar a cultura de prevenção aos desastres de origem natural em Petrópolis”, disse Paulo Renato.

Também como parte das ações de prevenção aos desastres elaboradas pelo governo municipal, a Secretaria de Defesa Civil vai montar um calendário de visitas nas comunidades e nas escolas municipais e organizar o treinamento das equipes de resposta às ocorrências. O trabalho antecipado será realizado em cima das principais ameaças da estação: deslizamento de solo ou rocha, inundações, rolamento de blocos rochosos, vendavais e tempestades e raios.

“Agora em setembro já daremos início aos encontros setoriais para discutirmos a responsabilidade de cada órgão envolvido nos atendimentos das ocorrências que acontecem na cidade. O verão é um período de fortes chuvas e precisamos estar preparados”, afirma o secretário de Defesa Civil.

SOS Chuvas: estudantes podem se inscrever
Estudantes de engenharia e de arquitetura da Universidade Estádio de Sá e da Universidade Católica de Petrópolis já podem se inscrever no SOS Chuvas, programa da prefeitura que busca impedir o avanço das ocupações e construções irregulares na cidade. Os alunos interessados devem procurar a direção dos seus respectivos cursos para se cadastrarem no estágio. O número de vagas será definido pelas coordenações das instituições de ensino, que encaminharão para as secretarias de Defesa Civil e Ações Voluntárias, Meio Ambiente e Obras, os universitários que se candidatarem.

As ações do SOS Chuvas tem foco na prevenção aos desastres de origem natural e são direcionadas para os trabalhos de articulação e mobilização comunitária, com a distribuição de panfletos informativos e de orientação; fiscalização e controle da ocupação desordenada e fiscalização de proteção ambiental. Cada setor da prefeitura vai utilizar os universitários dentro da sua atribuição, sempre acompanhado de um responsável técnico.

Fonte: Prefeitura de Petrópolis