Câmeras de segurança captaram e enviaram à investigação 130 ‘cenas suspeitas’

Desde o início do ano passado, a atuação integrada é uma marca do trabalho das forças de segurança do município. Guarda Civil, Polícia Militar e delegacias se aproximaram e realizam uma série de ações em conjunto. Uma das mostras disso é o Centro Integrado de Operações de Petrópolis (Ciop), em que as imagens das 56 câmeras são utilizadas para auxiliar o patrulhamento na rua e investigações de crimes na cidade. 

Desde maio até o meio de dezembro, quando o monitoramento das primeiras câmeras instaladas começou, foram armazenadas 252 imagens de crimes ou suspeitas, ocorrências de trânsito ou outro tipo de registro. A incidência criminal representa 52% desses registros e sempre é informada à PM e à Polícia Civil para que adotem as providências necessárias – seja abordagem na rua ou a investigação. 

“Essas câmeras já permitem uma alteração na maneira de atuar das forças de segurança do município, trazendo uma proximidade ainda maior entre todas elas e ampliando ainda mais a efetividade do serviço de cada uma. Alguns casos de roubos a residência foram solucionados graças às imagens que a Polícia Civil usou para a investigação. Elas também estão sendo usadas para impedir casos de estelionatos no município. São inúmeros benefícios que o Ciop traz para a cidade e que serão ampliados com a segunda fase de instalação de câmeras, no ano que vem”, diz o prefeito Bernardo Rossi. 

Hoje, as câmeras estão em 46 locais diferentes em toda cidade. Em cinco deles, além do equipamento que filma em 360º, também estão posicionadas câmeras capazes de identificar veículos furtados ou roubados que entram ou saem de Petrópolis (Alto da Serra, Bingen, Quitandinha, Bonsucesso e Posse). A segunda fase de implantação do sistema de monitoramento contará com 40 câmeras. 

Com os equipamentos que existem hoje, já foi possível prender responsáveis por alguns dos crimes de maior repercussão nos últimos meses. 

Em julho, um dos casos foi a prisão de integrantes de uma quadrilha que realizava assaltos a residências em Itaipava. Outros três homens também foram presos pelo mesmo crime, mas em Pedro do Rio, e foram localizados pelas câmeras. Uma pessoa foi pega após ser flagrado pulando o muro de um estabelecimento comercial para um furto no Retiro, em agosto. No mesmo mês, um veículo roubado de uma concessionária na Cel. Veiga foi encontrado depois ser visto pela câmera que fica na Praça Pasteur, na Castelânea. Em novembro, um integrante de uma quadrilha foi encontrado conduzindo um carro roubado – automóvel usado em roubos a postos de gasolina. 

“Todas as essas imagens ficam à disposição das delegacias para investigação. E isso é fundamental para reduzir a conseguir solucionar os casos de crimes em Petrópolis. Por aqui, o trabalho das forças de segurança é efetivo e traz resultados. E por isso que essa integração vai continuar sendo palavra de ordem entre Guarda, PM e Polícia Civil”, ressalta o Secretário de Serviços, Segurança e Ordem Pública, Djalma Januzzi. 

Ciop impede casos de estelionato 

As câmeras ajudam não apenas a flagrar ocorrências, mas também mostram denúncias falsas de crimes – que quando envolvem questões financeiras, configuram estelionato. Foram quatro casos desvendados com ajuda das imagens. Um deles, sobre a comunicação de um veículo roubado no Bingen, que foi investigado pela Polícia Civil e não foi identificado pelas câmeras. Essa informação começou a circular em redes sociais, o trouxe outra preocupação: as “ fake news”. 

Por isso, as forças de segurança trabalham em conjunto para investigar e punir os responsáveis por espalhar notícias falsas e, ao mesmo tempo, mostrar os resultados do trabalho de segurança no município. O objetivo é mostrar, por exemplo, que cerca de 70% dos casos de homicídio são solucionados em Petrópolis – enquanto a média nacional é 8%. Isso foi ressaltado na reunião de dezembro do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e do Conselho Municipal de Segurança Pública (Comsep) que encerrou o ano. 

“A gente precisa divulgar as boas práticas das forças de segurança. Nós tivemos um caso de uma quadrilha que aplicou um golpe de vendas de panelas em que, depois da delegacia divulgar essa prisão, outras pessoas começaram a procurar dizendo que tinha sido vendido para eles também. Isso porque as pessoas começam a se prevenir e ver a maldade que existe em quem tenta aplicar esses golpes, e aí não caem mais. A gente precisa mostrar isso antes do efeito devastador das notícias falsas”, disse a delegada da 106ª DP, Juliana Ziehe. 

Outra atuação em conjunto é em operações contra tráfico de drogas, em que os cães de detecção são levados para o trabalho com Polícia Militar e delegacias. 

“São dois cães utilizados sempre que requisitados em uma série de operações de repressão ao tráfico. Graças a eles, desde que o canil foi inaugurado, esses cachorros encontraram cerca de 30 mil pinos de cocaína e seis quilos de maconha”, conta o coordenador técnico do canil da Guarda Civil, Leandro Lopes. 

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