Todos os dias mulheres são assediadas sexualmente em vários locais, sejam públicos ou privados. E esse assédio não é só no ambiente de trabalho. Segundo pesquisa nacional do instituto Datafolha, divulgado no início do ano, quatro em cada 10 mulheres brasileiras (42%) relatam já ter sofrido assédio sexual. De acordo com o artigo 216 A do Código Penal Brasileiro, constranger alguém com intuito de levar vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua forma de superior hierárquico, ou ascendência inerentes a exercício de emprego, cargo ou função, é crime com pena de um a dois anos de cadeia. Por isso a Coordenadoria-Geral dos Direitos da Mulher (COGEDIM) de Cabo Frio faz um alerta de como proceder diante de situações como essas.

“O primeiro passo é procurar a Delegacia da Mulher, ou a Coordenadoria da Mulher”, explica a coordenadora Tereza Tenan, lembrando que todo o atendimento é sigiloso, e os casos são diferentes. “Quando a mulher nos procura e relata o fato, fazemos o encaminhamento para a Delegacia Estadual de Atendimento à Mulher (Deam). Também oferecemos atendimento continuado através de uma equipe multidisciplinar, caso elas necessitem e desejem. Ouvindo a história dela poderemos definir qual tipo de ação tomar porque, às vezes, ela não quer fazer registro de ocorrência: está só buscando tratamento psicológico para se fortalecer e sair da situação. No entanto, elas não devem silenciar, pois o silêncio só contribui com para a impunidade”, alertou Tereza.

Ainda segundo a coordenadora, a mulher que sofre assédio sexual fica muito abalada e tem medo de perder seus vínculos. “Quando o assédio é cometido por uma pessoa que é do seu círculo de trabalho ou familiar, é muito mais doloroso. Mas é importante que ela saiba que não está sozinha: nós, da Coordenadoria da Mulher, estamos aqui para recebê-la, ouvi-la e ajudá-la”, completou Tereza Tenan.
Diferente do que a maioria das mulheres pensa, Tereza esclarece que nem sempre o assédio sexual é caracterizado por contato físico. O constrangimento com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual pode ser realizado verbalmente, por escrito ou gestos, mesmo sem violência ou grave ameaça. Dados revelam o assobio é o tipo mais comum de assédio no Brasil, seguido por olhares insistentes, comentários de cunho sexual e xingamentos. Estudos também mostram que um terço das mulheres vítimas desse tipo de crime são assediadas na rua e um quinto no transporte público. O trabalho é citado por 15%, a escola ou faculdade, por 10%, e a violência em casa, por 6%.

Para quem quer buscar apoio ou tirar dúvidas, a Coordenadoria da Mulher de Cabo Frio fica na Rua Florisbela Rosa da Penha, 292, no Braga (prédio da antiga Prefeitura). O atendimento também pode ser feito pelo telefone 180. A equipe multidisciplinar atende de segunda à sexta, das 8h às 17h, sem intervalo para almoço. E-mail: cgdmulhercf@gmail.com ou ceamulhercf@gmail.com

Fonte: Prefeitura de Cabo Frio