Nosso país não oferece estímulo adequado à educação e pesquisa científica, cabendo a nós, médicos em geral, profissionais da Medicina Nuclear e especialistas de áreas correlatas, promover o avanço das pesquisas. A fala é de Fábio Ribeiro, médico nuclear e presidente do XXXI Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, realizado em Florianópolis (SC).

Na visão da organização do evento e da diretoria da entidade, os órgãos federais que autorizam e fiscalizam a prática da Medicina Nuclear no Brasil precisam dar uma atenção maior à prática da especialidade no País. Durante as reuniões, discutiu-se largamente a necessidade de garantir acesso – à maior parte da população – a procedimentos com eficácia cientificamente comprovada, mas que esbarram em longos processos burocráticos, falta de atenção e estrutura adequada.

Ainda durante o Congresso, a diretoria da SBMN abriu espaço para ouvir dúvidas e anseios dos futuros médicos nucleares presentes no evento, bem como para debater com produtores de radiofármacos e equipamentos os entraves enfrentados no exercício da especialidade. Neste sentido, ao longo da programação, a entidade decidiu providenciar uma carta aberta de apoio à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e seus Institutos, onde ressalta a necessidade de um olhar mais criterioso aos recursos humanos, financeiros em prol do desenvolvimento e desburocratização dos processos.

“Após diversas reuniões com toda a cadeia envolvida na prática da Medicina Nuclear brasileira, encerramos o Congresso com uma grande lista de tarefas e estaremos empenhados em dar andamento às ações que nos propomos a desenvolver e apoiar, a fim de promover um crescimento mais acelerado da nossa especialidade”, finalizou o presidente da SBMN, Juliano Cerci.

Congresso 2017
Com a presença de mais de 500 participantes, o CBMN 2017, organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), encerrou suas atividades no último sábado (4), após três dias de intensa programação científica e reuniões entre representantes da entidade, órgãos públicos, produtores de radiofármacos e equipamentos.

Promovendo um encontro entre o “estado da arte” da Medicina Nuclear global, o CBMN 2017 reuniu cerca de 150 palestrantes, sendo 24 deles vindos da Europa (Alemanha, Áustria, Bélgica, Holanda e Itália), América do Norte (Canadá, Estados Unidos e México), América do Sul (Argentina, Chile, Uruguai e Peru) e África do Sul. “Outro aspecto que nos chamou atenção positivamente foi a qualidade dos trabalhos científicos apresentados em diversas áreas da Medicina Nuclear”, comentou Elba Etchebehere, presidente da comissão científica do evento.

Em 2018, o Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear acontecerá em São Paulo. E, seguindo seu caráter itinerante, a edição 2019 será em Porto Alegre.

SOBRE A SBMN
Fundada na década de 60, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) é constituída por médicos especialistas em medicina nuclear e outros profissionais de áreas correlatas, como tecnólogos, farmacêuticos, biomédicos, físicos e químicos, contando com cerca de 1 mil sócios atualmente. Tem por objetivo integrar e favorecer o desenvolvimento da comunidade médica nuclear e demais profissionais envolvidos no emprego de fontes abertas de radionuclídeos com finalidades diagnósticas ou terapêuticas, promovendo atividades científicas e de intercâmbio entre profissionais de todo o País.