O tênis brasileiro juvenil vive um grande momento. O Brasil é o país com mais tenistas entre os top 50 do ranking mundial juvenil masculino da ITF, com sete representantes – à frente dos Estados Unidos, que têm cinco, e da Argentina e da República Tcheca, ambas com quatro. São eles o pernambucano João Lucas Reis (32º), o paulista Mateus Alves (34º), o brasiliense Gilbert Klier (35º), o paranaense Thiago Wild (41º), o mineiro João Ferreira (45º) e os paulistas Igor Gimenez (46º) e Matheus Pucinelli (47º).

A hegemonia brasileira no top 50 ocorre logo após uma série de três torneios importantes realizados no país: o Banana Bowl (G1), o Campeonato Internacional Juvenil de Tênis de Porto Alegre (GA) e a Copa Paineiras, Sul-Americano GB1 disputado em São Paulo e conquistado pelo brasiliense Gilbert Klier, que deu um salto de 67 posições na atualização do ranking nesta segunda-feira, passando a ser o terceiro brasileiro mais bem colocado. Com isso, o Brasil tem boas chances de contar com sete tenistas na chave principal do Roland Garros Junior, em junho.

“O Brasil tem o histórico de grandes talentos e resultados no Juvenil, porém nunca houve antes um número tão expressivo de jogadores entre os top 50 da ITF. É mérito dos jogadores e técnicos, mas não tenho dúvidas que é também consequência do alto investimento financeiro da CBT para a criação de um ecossistema de competição com alta qualidade, que oferece um rico calendário de torneios internacionais realizados no Brasil”, destacou o presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Rafael Westrupp. “Hoje temos nove torneios ITF no Brasil, sendo que três deles oferecem pontuação de G1 ou GA, o Banana Bowl, a Copa Paineiras e o Campeonato Internacional de Porto Alegre. Isso possibilita que os tenistas disputem pontos importantes no ranking mundial, praticamente ‘no quintal de casa’, de forma muito mais econômica”, avaliou.

Além da conquista de Klier no GB1, outros dois tenistas pontuaram pela primeira vez na ITF no torneio, o mineiro João Loureiro, de 14 anos, e o catarinense Pedro Boscardin, de 15. “É a primeira vez que o Brasil tem sete jogadores entre os top 50 do mundo. Isso mostra que os os três torneios realizados no país ajudam no processo de ranking e no desenvolvimento dos jogadores. Além destes sete tenistas, outros dois de 14 e 15 anos pontuaram na Copa Paineiras e vão para a Gira Europeia de 16 podendo jogar dois torneios de 18 anos devido ao ranking”, afirmou o Gerente de Esportes e Eventos da CBT, Eduardo Frick, que também ressaltou a série de programas voltados à transição. “A nossa grande preocupação é na transição desses atletas para o profissional. Estamos desenvolvendo vários programas nesse sentido, como o acompanhamento dos juniors ao profissional, como sparring de Copa Davis e o apoio aos técnicos, para eles nunca viajarem desamparados”, complementou.

Após servir de sparring em edições anteriores da Copa Davis, o jovem Thiago Wild, de 17 anos, foi convocado pela primeira vez e integrou o Time Correios Brasil que venceu o confronto com a República Dominicana pelo Zonal Americano I em fevereiro. “Estamos no caminho certo e trabalhando para que esse surgimento de jogadores na categoria se torne mais contínuo para termos também uma maior quantidade de jogadores no profissional lá na frente”, finalizou Frick.

 

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Crédito da foto: Matheus Joffre/Arquivo CBT