Borras de café são transformadas em biojoias e objetos de decoração

O projeto começou em 2016 com o trabalho de conclusão de curso de Ana Paula, que é formada em Design de Produto, e sempre teve uma ideologia profissional ligada às questões ambientais. Após alguns testes experimentando formas de reaproveitar os insumos produzidos pelo café, chegou a uma resina vegetal atóxica que misturada à borra resultou em um composto aerado que, apesar de rígido, confere leveza ao material 100% moldável.
 
A ideia saiu da faculdade, e assim nasceu a startup Recoffee Design, que também conta com o administrador Rafael Fortes e o biólogo Sérgio Luiz Camargo, na empreitada de tornar a produção ainda mais sustentável.
 
  •  Essa é uma proposta muito ligada à nova economia, tanto as marcas como os clientes estão mais atentos ao ciclo produtivo. Prezamos por uma cadeia de produção ecofriendly e temos a permanente ambição de maximizar o conteúdo de matérias-primas recicladas em nossas fórmulas – explica Sérgio, que por 13 anos trabalhou na área de atuação sobre tecnologia sustentável.
 
São mais de 60 modelos de produtos que apresentam tons terrosos da cor do café, do mais claro ao mais forte. Há, ainda, objetos de decoração como relógios de parede, vasos, luminárias e bandejas, com preços que variam entre R$ 35 e R$ 240 reais. O último lançamento da marca são os revestimentos, que são produzidos sob encomenda, com tamanho e nível de coloração customizados.
 
As vendas são feitas por meio do e-commerce da marca e no showroom, em Ribeirão Preto-SP, onde foi dado o ponta pé inicial da operação comercial há aproximadamente um ano. Além de firmar novas parcerias e projetos, a expectativa da empresa é ampliar os pontos de venda físicos pelo país, principalmente em cidades metropolitanas, em que a empresa oferece pacotes mais baratos para compras em atacado.
 
Por: Gabriel Malheiros
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