O novo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, do PSL, disse que ainda não bateu o martelo sobre a tão sonhada Reforma da Previdência, planejada pelo nomeado Paulo Guedes, seu novo economista. Bolsonaro vê com ‘desconfiança’ a ideia de substituir o modelo atual por um que pressuponha uma poupança individual do trabalhador.

  • Não está batido o martelo, tenho desconfiança (…). Não briguei para chegar (ao poder) e agora mudou tudo. Quem vai garantir que essa nova Previdência dará certo? Quem vai pagar? – duvidou Jair, em entrevista a TV Band.

O modelo trabalhado por Guedes foi apresentado pelo ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga e pelo especialista em Previdência, Paulo Tafner, na semana passada. A proposta prevê adotar um regime de capitalização, no qual o cidadão escolhe o valor necessário para sua própria aposentadoria, deixando de contribuir para que a Previdência mantenha a aposentadoria dos mais velhos.

O plano de Fraga e Tafner prevê a fixação de uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, o estabelecimento de uma regra de transição mais rápida do que a pensada pela equipe de Michel Temer e a instituição do regime de capitalização para nascidos a partir de 2014.

O presidente eleito negou a possibilidade de recriação de um imposto nos moldes da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). A medida foi estabelecida pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1997, para financiar a saúde, a Previdência e a erradicação da pobreza, e foi renovada até 2007 pelo governo Lula, por meio da Emenda Constitucional 42, promulgada em 2003.

  • Às vezes, algum colega pensa apenas em números. Como um jogou aí ‘vamos criar uma CPMF de 0,45%, paga quem recebe e quem também saca’. Eu falei ‘negativo’. Isso tudo está sendo muito bem organizado, conduzido, pelo Paulo Guedes e a gente sempre puxa a orelha de um ou outro assessor para não ir além daquilo que lhe compete – acrescentou Bolsonaro.

Por: Gabriel Malheiros