Bebê morre após parto feito antes da hora e Secretaria de Saúde nega parto prematuro De acordo com Tayna, por causa da sua solicitação da laqueadura, o agendamento do parto foi antecipado

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Ikaro Miguel veio a vida antes do tempo, mas a prematuridade não se deu naturalmente, ela foi antecipada pelos médicos. Esta é uma afirmação da mãe, Tayna Monteiro, que solicitou a realização da laqueadura após o parto, o que foi prontamente atendida. Infelizmente o bebê não resistiu e veio a falecer dias depois.

De acordo com Tayna, por causa da sua solicitação da laqueadura, o agendamento do parto foi antecipado. Assim que ficou sabendo da data, dia 3 de dezembro (data agendada inicialmente), a mulher alertou a equipe do hospital sobre a incompatibilidade com a data prevista no pré-natal, dia 17 de janeiro.

A mulher foi internada no dia 5 de dezembro, e logo após o nascimento o bebê foi encaminhado para a UTI Neonatal do Hospital Alcides Carneiro. Thayna ainda disse que, logo após o parto, os médicos levaram seu filho para uma sala ao lado onde estaria acontecendo um outro parto. O pai da outra criança estranhou e acreditou que ele seria sua filha que tinha acabado de nascer. Ainda de acordo com a mãe, a criança ficou nesta sala sozinha, sem atenção por alguns momentos, o que pode ter agravado sua situação, podendo ter sido infectada por alguma bactéria.

Segundo Tayna, os médicos calcularam a idade do feto de maneira errada e no parto descobriram que ele tinha sete meses ao invés de nove. A criança nasceu com 2.475 kg com problemas respiratórios. Ele teve convulsão e uma parada cardíaca, foi colocado em coma induzido e, há três dias, tiraram os medicamentos para acompanhar a evolução. A médica teria lhe dito que o bebê tem problemas neurológicos, e por esse motivo não acordava. A mãe suspeita de que os remédios podem ter causado dano neurológico. Ele estava desidratado e não aceitava o leite.

Na última sexta-feira (14) foi realizado exame neurológico a fim de avaliar o motivo dele não conseguir respirar sozinho. No dia 16 de dezembro (domingo) o quadro de saúde do bebê piorou, passou a receber sangue por causa da anemia, e passou a ter novas convulsões.

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que:

A gestante deu entrada no Hospital Alcides Carneiro (HAC) com a indicação de realização de cesária, com posterior procedimento de laqueadura. O prontuário da paciente apontava período gestacional de nove meses (39 semanas), o que indica que a criança nasceu com idade de gestação normal. 

O parto ocorreu dentro da normalidade, o bebê apresentou todos os sinais vitais dentro do esperado, no entanto, momentos depois do nascimento começou a apresentar dificuldades respiratórias, o que imediatamente fez com que a equipe médica o encaminhasse para a UTI Neonatal, onde apresentou quadro convulsivo.

O bebê foi submetido a exames acompanhado por uma neuropediatra que identificou quadro de epilepsia. Foi iniciado o tratamento indicado e ao longo da internação a criança apresentou um quadro de infecção geral, vindo a óbito.

A direção do hospital estuda todos os relatórios dos procedimentos aplicados no atendimento à gestante e ao bebê. Todas as medidas necessárias para o restabelecimento do quadro clínico foram adotadas pelas equipes”.

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