A barreira que caiu na Rua Jacinto Rabelo, no Vila Felipe, na semana passada, ainda não foi totalmente removida e a contenção ainda não foi realizada. De acordo com moradores do local, o prefeito Bernardo Rossi esteve na comunidade na terça-feira (23) e prometeu uma solução imediata, visto o grande risco de novos deslizamentos. Esta promessa parece não ter sido cumprida, pois a barreira continua impactando a via com lamas e risco de acidentes por causa da pista escorregadia. Uma lona foi colocada em cima da barreira, o que não tem impedido novos deslizamentos.

Ainda de acordo com a denúncia, nesta quinta-feira (25) o ônibus que trafega pela via deixou de seguir seu itinerário normal por causa da lama escorregadia, deixando moradores da região sem a possibilidade de utilizar o transporte público nesta data.

 

Entramos em contato com o Sindicato dos Transportes Rodoviários de Petrópolis – Setranspetro, para entender o real motivo da interrupção dos ônibus no local, e fomos informados de que a interrupção teria sido causada pela manutenção no asfalto realizada pela equipe da Prefeitura.

Segundo a empresa Petro Ita, a Defesa Civil orientou que os ônibus que atendem a região do Vila Felipe não fossem até o ponto final na quinta-feira (25) por conta do risco de queda de barreira. A operação foi normalizada às 14h30, segundo a empresa“, diz a nota do Setranspetro.

Já nesta sexta-feira (26), os coletivos estão passando pela Rua Eduardo de Morais, conhecida como Vila Real, devido ao asfaltamento que está acontecendo na Rua Jacinto Rabelo. A operação será normalizada assim que a ação for concluída“, conclui o sindicato.

A Prefeitura de Petrópolis enviou nota informando que a Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias recomendou a retirada do material somente após a reconstrução do muro, que deve ser realizada pelos proprietários do terreno atingido. A Comdep ficará responsável pela retirada do entulho quando iniciarem as obras.

O laudo elaborado pelo corpo técnico da Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias recomenda a retirada do material após os moradores iniciarem a obra de reconstrução do muro. A Comdep vai realizar o trabalho assim que começarem as intervenções“, diz a nota da Prefeitura.

A Defesa Civil também interditou o imóvel da família, que fica na parte de cima do terreno, como forma preventiva de novos desabamentos. “O relatório da Defesa Civil também interdita e recomenda demolição do imóvel que fica na parte de cima do terreno, como forma de reduzir os riscos de novos desabamentos. Por causa da interdição, a Secretaria de Assistência Social também acompanha o caso. A família vai ser atendida pela equipe técnica responsável pelos programas sociais para avaliar a possibilidade de inclusão destas pessoas no Aluguel Social ou outro programa, garantindo seus direitos“, conclui a Assessoria de Comunicação da Prefeitura.