Após as invasões no Terminal Itaipava que acabou com a tentativa de arrombamento da máquina de recarga de cartão, as empresas continuam registrando problemas com vandalismo. Um ônibus que atendia a linha da Posse teve cinco bancos totalmente destruídos durante uma única viagem na semana passada. Esse tipo de prática atinge todas as empresas que atuam em Petrópolis.

A depredação e pichação dos bancos são os problemas mais frequentes que geram prejuízos para as empresas e, principalmente para os passageiros, porque os ônibus chegam a ficar até três dias parados para passarem por manutenção.

Outra prática comum que atrapalha a operação dos ônibus são os chicletes que os passageiros colam nos bancos e no chão, que são mais difíceis de serem removidos durante a limpeza, o que faz com que os ônibus fiquem mais tempo parados.

Na empresa Petro Ita, os atos de depredação são comuns em 90% da frota. As linhas em que a situação é pior são as que atendem as regiões do Independência, Duques, Caxambu, Rio de Janeiro e Rua Ceará. Segundo o inspetor Renato Guimarães, as pichações e depredação dos bancos são as práticas mais graves de vandalismo nessas linhas.

Na Cidade Real, os maiores problemas são os bancos rasgados e também há casos de pichações. A empresa afirma que os registros são mais frequentes nas linhas 110- Duarte da Silveira, 116- Dias de Oliveira, 122- Fazenda Inglesa, 137- Fazenda Inglesa, via BR-040 e 145- Mosela – Rodoviária do Bingen.

Já a Viação Cascatinha chegou a registrar até quebras de vidros nas linhas. As áreas em que os problemas ocorrem com mais frequência são na Comunidade do Neylor e no Carangola. Na Cidade das Hortênsias, as pichações são as práticas mais comuns e ocorrem com mais frequência nas linhas 300 e 330 que atendem o Terminal Corrêas.

Diante desse quadro, o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) esclarece que a conscientização dos passageiros é fundamental para a qualidade dos serviços prestados pela empresa e lembra que a depredação dos ônibus é crime previsto no artigo 163 do código penal.

Nesses casos, o sindicato afirma que caso o suspeito seja identificado poderá arcar com as despesas para a manutenção dos ônibus. E se for menor de idade, os responsáveis é que devem responder e custear os reparos.

Segundo a gerente Carla Rivetti, além do prejuízo financeiro, que é absorvido pelas empresas, certamente os mais prejudicados são os clientes, que precisam ficar mais tempo aguardando o ônibus passar por reparos. “A escala de manutenção das empresas sofre muitas alterações para dar conta de resolver todos os problemas”, disse.

O Setranspetro destaca ainda que as empresas vão ampliar a observação das câmeras de circuito interno para tentar identificar possíveis pessoas que estão praticando este tipo de ação. Os passageiros também podem contribuir, informando ao Disque Denúncia da Polícia Militar, pelos números 2242-8005, 2291-5071 ou pelo whatsapp 98853-8202.