Transmitida sexualmente, a MG pode criar importantes infecções em órgãos sexuais de masculinos e femininos. O Ministério da Saúde já está em alerta e monitora a circulação no Brasil. Por enquanto, porém, os dados sobre a incidência no País são insuficientes, provavelmente por não ser de notificação obrigatória.

A Comissão Nacional Especializada de Doenças Infecto-contagiosas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), por intermédio do ginecologista Newton Sérgio de Carvalho, explica que a bactéria não tem uma “carapaça” que envolve as bactérias, a membrana citoplasmática. Isso já a torna resistente a uma série de antibióticos. De acordo com o médico, para as “Quinolonas”, uma classe de antimicrobianos para combater esse tipo de bactéria, a MG já apresenta uma média de 5 a 10% de resistência.

“Ela possui uma resistência natural. Mesmo com antibióticos usuais, tem poder de criar resistência a eles, anulando-os. Alguns que têm efeito para clamídia, por exemplo, não funcionam. Mesmo aos antibióticos mais modernos apresenta resistência” destaca Sérgio.

No Brasil, ela entrou no radar dos especialistas. Tem uma prevalência de 1 a 2% na população geral. O índice cresce para cerca de 10% entre os adolescentes. Para complicar, é praticamente assintomática Das pessoas contaminadas, revela Sérgio, comente 10% tem sintomas.

Fonte: Acontece Comunicação e Notícias

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