O Setranspetro, representante das empresas de transporte urbano em Petrópolis, informa que o cálculo do preço da tarifa apresentado para o governo e para a CPTrans foi de R$ 4,45.

O preço da tarifa técnica sempre leva em conta todos os custos do sistema divididos pelo número de passageiros pagantes. Em 2017, logo após o último reajuste da tarifa, houve aumento de 7% dos salários dos rodoviários, que impactou em quase R$ 500 mil reais de déficit para o sistema. Já o óleo diesel, segundo a Agência Nacional de Petróleo, entre julho de 2017 e janeiro deste ano, sofreu reajuste médio de 12,44%. Ainda para impactar neste cálculo da tarifa, foi concretizado na última sexta-feira (4) a negociação do acordo coletivo dos rodoviários de 2018, que estabeleceu 2,5% de reajuste nos salários e 10% no benefício da cesta básica. Outros itens da estrutura de custos também tiveram aumento ao longo do último ano.

O Setranspetro registrou ainda queda de 3,5% no número de passageiros pagantes no ano de 2017, o que faz com que o custo total seja dividido por menos pessoas. Destaca também que existem várias políticas públicas que podem ser adotadas para trazer equilíbrio econômico e financeiro para o sistema de transporte e que envolvem discussões sobre mobilidade urbana, racionalização de operação, fontes de custeio e isenções tributárias.

O reajuste tarifário é previsto por lei para garantir o equilíbrio econômico e financeiro do Sistema de Transporte Público de Petrópolis e para possibilitar a continuidade dos serviços e os investimentos em tecnologias e equipamentos.

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