Arte gestacional faz a alegria de gestantes no Hospital Alcides Carneiro

Maternidade do HAC é referência no atendimento de gestantes e realização de partos.
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“Estava um pouco chateada e a pintura na minha barriga me deixou mais feliz. Eu pude ver como a minha filha vai ser”, disse emocionada a gestante Rayssa Thees, de 29 anos, que está à espera da Alice há 36 semanas. Ela foi uma das futuras mamães que receberam a arte gestacional no Hospital Alcides Carneiro (HAC), pintura feita na barriga de mulheres grávidas como parte das iniciativas de humanização do parto. A maternidade do HAC é referência no atendimento de gestantes e realização de partos.

A ação será realizada durante todo mês em gestantes internadas na maternidade do hospital, em alusão ao Dia da Gestante, comemorado em 15 de agosto. Além disso, a atividade faz parte da programação do hospital do Agosto Dourado, no no mês que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação. Além da equipe de enfermagem da maternidade, a dinâmica contou com a parceira da Equipe Florescer, com os enfermeiros obstetras Samara Belisa e Guilherme Corrêa.

“O Alcides Carneiro é o maior hospital público da cidade e referência no atendimento até de pacientes de fora do município. Esse tipo de ação para as mães é de extrema importância para realização do parto de forma humanizada. A chegada de um filho é um momento histórico na vida da família. São cerca de 230 partos realizados mensalmente no HAC”, disse o prefeito interino, Hingo Hammes.

O método é realizado com desenhos feitos a partir de moldes, respeitando a posição exata do feto dentro da placenta. O desenho ajuda as mães a compreender como está o bebê, onde estão os membros e órgãos, potencializando a conexão entre eles. A pintura é realizada por enfermeiras obstétricas e tem duração média de uma hora e meia a duas horas. A arte gestacional fortalece vínculo e alivia tensões do pré-parto.

A obstetra coordenadora da maternidade do HAC, Lorena Sabbadini, explica quais são os passos para a arte: “O desenho ajuda as mães a compreender como está o bebê, onde estão os membros e órgãos, potencializando a conexão entre eles. Primeiro precisamos identificar em que lugar da barriga da mãe está o bebê. Em seguida, realizamos o desenho da criança na exata posição em que ela se encontra dentro da barriga da mulher. Depois fazemos a pintura com tintas e lápis de olho, enfeitando a barriga da mamãe”.

Ela ainda explica, que esse é um procedimento bastante emocional para as gestantes: “É uma espécie de despedida da barriga. Após longas semanas, iniciamos a preparação das futuras mamães para a chegada dos bebês. Não é só pintar. Em função das contrações, apenas mulheres em trabalho inicial de parto ou que precisam de indução são submetidas à pintura”.

Rayssa finaliza contando como está sendo o seu atendimento pela equipe do HAC: “A equipe conversa comigo, me distrai, me perguntam o tempo todo como estou, é muito bom o apoio aqui no HAC. A ansiedade com a chegada da minha Alice está grande, imaginando como vai ser o rostinho dela. Fico pensando em muitas coisas até a hora do parto”.

Maternidade do HAC é referência

O maior hospital público do município, o Hospital Alcides Carneiro é referência no atendimento às gestantes. A unidade soma 66 vagas específicas ao atendimento à mulher e à maternidade em geral, número acima do preconizado pelo Ministério da Saúde de acordo com a população atendida em Petrópolis e região, fixado em 60 leitos.

Atualmente no HAC, são realizados cerca sete partos por dia, totalizando cerca de 230 mensais, entre cesárias e procedimentos normais. O HAC é referência para gestantes de alto risco por possuir UTIs maternas e neonatal. Além disso, o Alcides Carneiro é modelo por ser hospital universitário pela parceria com a Unifase, em que alunos da faculdade realizam internato e residência no hospital.

O diretor presidente do Sehac, Louis Boden Neto, explica que além disso, o Alcides Carneiro está se adaptando para trabalhar com partos humanizados: “Nós não somos um hospital criado para trabalhar com parto humanizado, até porque o HAC é muito antigo. Mas estamos mudando nossas práticas, procedimentos e formas de atendimento. Aqui temos o posto de gestante, ações de educação em saúde com os pais, o parto humanizado em si, e a própria arte gestacional também é uma técnica, de humanização entre a equipe, a mãe e o bebê”.

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