Créditos: Reprodução Twitter/Central Paralímpica

Após mais um dia de competição, Brasil continua empilhando medalhas nas Paralimpíadas

O país subiu para a sexta posição no quadro de medalhas, com seis ouros, quatro pratas e sete bronzes.
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Assim como tem sido desde que o evento começou, nesta sexta-feira (27), o Brasil teve mais um dia de várias conquistas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. O país subiu para o sexto lugar no quadro de medalhas, com seis ouros, quatro pratas e sete bronzes.

O arremesso de peso brasileiro conquistou duas medalhas. Os cariocas Wallace Santos e João Victor Silva foram os que subiram no pódio pela modalidade.

O paraibano Petrúcio Ferreira se tornou bicampeão na prova dos 100 metros rasos da classe T47 (deficiência nos membros superiores). O atleta de 26 anos, bateu o recorde paralímpico ao completar a prova em 10s53. O pódio teve ainda o carioca Washington Júnior, de 24 anos, que conquistou a medalha de bronze, com o tempo de 10s68.

Na natação, foram três conquistas. Disputando pela primeira vez os Jogos Paralímpicos, o brasiliense Wendell Belarmino se tornou o campeão na prova de 50 metros livre masculino S11 (cegueira), com o tempo de 26s03. Já o paulista Gabriel Bandeira conquistou a prata na prova de 200 metros livre da classe S14 (deficiência intelectual), com o tempo de 1min52s74. A primeira medalha individual no feminino veio com a pernambucana Maria Carolina Santiago na prova dos 100m costas da classe S12 (baixa visão). Ela faturou o bronze com o tempo de 1min09s18.

Silvânia Costa confirmou o favoritismo e conquistou o ouro da prova do salto em distância, classe T11 (de pessoas com deficiência visual). A mineira, que também conquistou o lugar mais alto do pódio em 2016 (Rio de Janeiro), venceu ao alcançar 5 metros, a sua melhor marca na temporada.

Em uma prova emocionante, Yeltsin Jacques conquistou a medalha de ouro na prova dos 5000 metros (m) da classe T11 (de pessoas com deficiência visual), no Estádio Olímpico.O atleta que nasceu em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) terminou a prova com o tempo de 15min13s62.

A China continua na liderança entre todos os países, com 20 ouros, 11 pratas e 14 bronzes. Logo em seguida, a Grã-Bretanha soma nove ouros, 10 pratas e e nove bronzes. Ocupando o terceiro lugar, o Comitê Paralímpico Russo chegou aos nove ouros, sete pratas e 10 bronzes.

Abaixo, você pode conferir como foi cada pódio da delegação brasileira nessa quinta-feira:

Wallace Santos é ouro, com recorde mundial no arremesso de peso

O arremesso de peso brasileiro conquistou duas medalhas, um ouro e um bronze. O carioca Wallace Santos se sagrou campeão em Tóquio 2020 na classe F55 (cadeirante) e bateu o recorde mundial com a marca de 12,63 metros. 

A outra medalha do país veio do arremesso do também nascido no Rio de Janeiro, João Victor Silva. Ele garantiu o bronze na classe F37 (paralisia cerebral andante). O brasileiro, de 27 anos, atingiu a marca de 14,45 m em sua quinta tentativa e garantiu o bronze na competição. São as primeiras medalhas paralímpicas na carreira de ambos.

O medalhista de prata no arremesso de peso classe F55 foi o búlgaro Ruzhdi, com 12,23 metros, e o bronze ficou com o polonês Lech Stoltman (12,15 m). Já na prova da classe F37, o campeão, com marca de 15,78 m, foi Albert Khinchagov, do Comitê Paralímpico Russo. A prata ficou com o tunisiano Ahmed Ben Moslah (14,50 m).

Petrúcio Ferreira é bicampeão nos 100m e quebra recorde na Tóquio 2020

O paraibano Petrúcio Ferreira se tornou bicampeão na prova dos 100 metros rasos da classe T47 (deficiência nos membros superiores). O primeiro ouro do brasileiro foi conquistado na Rio 2016. Além disso, o atleta de 26 anos, bateu o recorde paralímpico ao completar a prova em 10s53, no Estádio Olímpico de Tóquio, na capital japonesa.

O pódio teve ainda o carioca Washington Júnior, de 24 anos, que conquistou a medalha de bronze, com o tempo de 10s68. A prata ficou com o polonês Michal Darua (10s61). 

Petrúcio coleciona quatro medalhas em paralimpíadas. Além dos dois ouros, o paraibano conquistou duas pratas na Rio 2016: nos 400 metros raso (T47) e no revezamento 4x100m (T42-47).

Brasil conquista ouro, prata e bronze na natação

O Brasil conquistou três medalhas na natação, com três nadadores diferentes. Disputando pela primeira vez os Jogos Paralímpicos, o brasiliense Wendell Belarmino se tornou o campeão na prova de 50 metros livre masculino S11 (cegueira), com o tempo de 26s03.

Já o paulista Gabriel Bandeira conquistou medalha de prata na prova de 200 metros livre da classe S14 (deficiência intelectual), com o tempo de 1min52s74. Esta é a segunda medalha de Bill na atual edição dos Jogos, pois ele já havia levado ouro na prova de 100 m borboleta da classe S14 (deficiência intelectual).

A primeira medalha individual no feminino veio com a pernambucana Maria Carolina Santiago na prova dos 100m costas da classe S12 (baixa visão). Ela faturou o bronze com o tempo de 1min09s18.

Silvânia Costa é ouro no salto em distância em Tóquio

Silvânia Costa confirmou o favoritismo e conquistou a medalha de ouro da prova do salto em distância, classe T11 (de pessoas com deficiência visual), na Paralimpíada de Tóquio (Japão), no Estádio Olímpico.

A mineira, que também foi ouro na prova em 2016 (Rio de Janeiro), venceu ao alcançar 5 metros, a sua melhor marca na temporada. A prata ficou com a uzbeque Asila Mirzayorova (4,91 m) e o bronze com a ucraniana Yuliia Pavlenko (4,86 m). A outra brasileira na disputa, Lorena Spoladore, terminou na quarta posição ao saltar 4,77 m.

Silvânia começou a disputa queimando as duas primeiras oportunidades. Na terceira ela saltou 4,76 m, na quarta 4, 69 m e na quinta, finalmente, veio a marca de 5 m. Na sexta ela saltou 4,84.

Yeltsin Jacques é ouro nos 5000 m da classe T11

Em uma prova emocionante, Yeltsin Jacques conquistou a medalha de ouro na prova dos 5000 metros (m) da classe T11 (de pessoas com deficiência visual), no Estádio Olímpico.

O atleta que nasceu em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) terminou a prova com o tempo de 15min13s62. O pódio foi completado por dois japoneses, Kenya Karasawa, que foi prata com o tempo de 15min18s12, e Shynia Wada, bronze com 15min21s03.

O primeiro ouro do Brasil no atletismo em Tóquio veio em uma prova repleta de emoção. Na entrada da última volta, Karasawa ultrapassou o brasileiro de forma surpreendente, dando a impressão de que não seria mais alcançado. Com passadas mais lentas que o japonês, Yeltsin parecia cansado para se recuperar a tempo.

Porém, o brasileiro voltou a aumentar a velocidade no sprint final e deu o troco em Karasawa nos últimos metros, cruzando em primeiro com folga, em uma prova histórica para o atletismo paralímpico brasileiro.

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