Após festa e desentendimento entre vizinhos, noite acaba com presença de policiais no Quitandinha

Durante a madrugada desta segunda-feira (3), após as denúncias, organizadores da festa colocaram um carro de som circulando pelo trecho, por volta das 2h.

Moradores de um edifício, localizado no bairro Quitandinha, viveram momentos de tensão, na noite deste domingo (2). Após denúncias de uma festa com som alto e muita bagunça em horário inapropriado, em uma residência próxima, vizinhos foram coagidos com ameaças e intimidações. A Polícia Militar foi acionada, mas, segundo os moradores da região, não conseguiu solucionar o problema.

Por volta das 22h, período em que se estabelece a Lei do Silêncio, moradores começaram a denunciar o barulho em excesso vindo da residência em que acontecia a comemoração. Entretanto, após inúmeras tentativas de acionamento à polícia, foi necessário que um representante de um prédio fosse em busca de uma guarnição de plantão na rua para conseguir atendimento.

No local indicado da festa, os policiais conseguiram conter todo o barulho. Porém, de acordo com a vizinhança, o problema se agravou após a saída da guarnição. “Começou uma série de ameaças e intimidações a todos os moradores das proximidades”, contou uma mulher, que preferiu não ter a identidade revelada.

Durante a madrugada desta segunda-feira (3), após as denúncias, organizadores da festa colocaram um carro de som circulando pelo trecho, por volta das 2h. “O som era tão alto, que as paredes do apartamento tremiam. Temos imagens das câmeras de monitoramento do prédio, que comprova todo o transtorno causado”, contou outro morador da região.

Nas imagens divulgadas é possível ver um carro, com o porta-malas aberto, em velocidade reduzida, passando em frente ao prédio. Segundo os moradores, o mesmo aconteceu por, pelo menos, três vezes, sendo a última registrada às 2h48.

“É nítido que eles queriam incomodar e fazer de tudo para atingir quem mora pela redondeza. Para piorar a situação, alguém disparou três tiros para o alto durante a madrugada, sendo um deles, em direção ao prédio”, disse uma mulher.

Segundo relatos, o problema tem se repetido por algumas semanas desde o início do período de quarentena. Agora, um grupo de pessoas tentam entrar com uma medida coletiva para conter o problema.

Após a publicação desta matéria, a proprietária da casa onde teria ocorrido a festa, entrou em contato com o Giro Serra e descreveu sua versão da história. Segundo ela, os moradores do prédio, representados pela síndica, teriam entrado em contato diretamente com a Polícia Militar antes mesmo de solicitar que a família abaixasse o som.

Ela afirma ainda que não se tratava de uma festa e sim apenas uma comemoração familiar, com um churrasco, onde estariam presentes somente a mulher, seu esposo e seu filho.

Após a presença do policial em sua casa, pedindo para que desligassem o som, o filho do casal foi embora e ao sair com o veículo ligou o som do carro e passou em frente ao condomínio, o que declarou ter sido uma atitude errada, mas que foi no impulso e por acreditar ser injusta a atitude tomada pelo condomínio.

Sobre a menção de tiros, a moradora afirma que é mentira e o que ocorreu foi soltura de fogos.

O Giro Serra tenta o contato com a Polícia Militar e com a Polícia Civil para apurar o que pode ter acontecido durante a ocorrência.

 

(Matéria atualizada às 14h47)

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

veja também