Aplicativo vai ajudar no combate à violência LGBTI

Agendado para o próximo dia 18 de dezembro o lançamento do aplicativo Dandarah, criado pela Fiocruz, que pode ajudar a população LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans e Intersexos).

Idealizado a partir do projeto Resistência Arco-Íris, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), o aplicativo Dandarah propõe um ecossistema digital para facilitar à população LGBTI se informar, denunciar, registrar, enfrentar e evitar diversas formas de violência às quais essa população está sujeita.

O Dandarah vai permitir também que o usuário acione um botão de pânico, quando a vítima se encontrar em situação de risco. Uma vez acionado, o App mobilizará até cinco contatos, previamente cadastrados, e de confiança da pessoa. Além disso, a ferramenta vai disponibilizar um mapa que irá mostrar os lugares seguros da região para o público LGBTI.

A pesquisadora responsável pelo Projeto Resistência Arco-Íris, Mônica Malta, teve como base para o desenvolvimento do app uma pesquisa iniciada há dois anos na Ensp e as informações obtidas por meio de grupos mobilizados em diversas cidades brasileiras, reunindo lideranças, profissionais de educação, assessoras parlamentares e ativistas LGBTI. A partir da discussão de temas como panorama e impacto da violência, estigma e discriminação voltados para a população LGBTI no Brasil – além de sugestões sobre funcionalidades que gostariam de incluir no aplicativo – foi possível estabelecer um processo colaborativo para que o app seja uma ferramenta amplamente utilizada pela população LGBTI.

“Queremos que o app Dandarah seja uma fonte de informação para a comunidade LGBTI. Vamos geolocalizar locais seguros para essas pessoas e o cadastro desses ambientes será feito pelos próprios usuários”, explica Angélica Baptista, especialista em saúde digital e que também é uma das pesquisadoras do projeto Resistência Arco-Íris.

Segundo Bruna Benevides, secretária de Articulação Política da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), a ferramenta é colaborativa. “As pessoas vão se sentir parte do projeto. O mapa que apontará os locais seguros, por exemplo, será construído, aos poucos, pelos usuários do App”, explicou.

O Dandarah foi batizado em homenagem à travesti Dandara Ketlyn – assassinada brutalmente em 2017, no Ceará. O aplicativo está disponível, na versão Beta, na Play Store. Em breve também estará na App Store.

O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, segundo a ONG Internacional Transgender Europe.

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