Johebert Veiga da Silva, de 30 anos, foi impedido de vender seus produtos próximo a uma loja na Rua 16 de Março, no Centro de Petrópolis, por volta das 17h00 desta segunda-feira (29). Johebert é morador da Rua Alfredo Batista, no bairro Alto da Serra e de acordo com o ambulante, a atual mercadoria precisa ser vendida para que seu aluguel seja pago.

  • Meu aluguel já está atrasado há alguns dias. Eu preciso pagar e honrar meu compromisso com o proprietário da casa, se não vou ser despejado e virar morador de rua – relatou Johebert Veiga.

Segundo Johebert, ele já trabalha há aproximadamente 5 anos e não vende a mesma coisa sempre. Uma moradora da 16 de março que passava pelo local na hora em que a entrevista estava sendo feita e não quis se identificar, ofereceu ajuda ao rapaz:

  • Faço parte de uma associação religiosa da cidade e estamos correndo atrás de um emprego com carteira assinada para ele. Ele é uma pessoa muito querida, a gente se preocupa muito com ele – comentou a moça.

Foto: Gabriel Malheiros / Giro Serra

O ambulante reconhece que não pode trabalhar sem autorização da Prefeitura, mas se justificou dizendo que precisa fazer isso para se sustentar mensalmente.

  • Eu gostaria de conseguir uma autorização da Prefeitura para trabalhar legalmente. Já cheguei até a ser acusado de fazer parte do crime organizado. Isso aconteceu há dois anos e eu me sinto muito constrangido por essa situação – disse.

Um dos proprietários que o acusou desse fato chegou a empregá-lo durante 5 dias para que desse tempo de excluir as publicações das mídias sociais, mas depois o demitiu. Johebert comprovou que não era criminoso ao apresentar seu Nada Consta em todas as lojas da Rua que sempre trabalha.

  • Ontem eu fui filmado sem autorização, mas com orientação da PM, o empresário em questão não divulgou as imagens. Os policiais me aconselharam a não vender mais nada até conseguir a licença da Prefeitura Municipal – contou o ambulante.

Sobre a ocasião na qual fez a solicitação dos documentos para regularização do serviço a Prefeitura, Johebert disse:

  • Eles até iam me regularizar, mas disseram que eu não poderia trabalhar mais aqui no Centro. Aqui é onde eu já tenho meus clientes e onde eu consigo tirar uma renda que me sustente, não tem como eu sair daqui – concluiu Johebert V. Silva

Por: Gabriel Malheiros