Aluno que atirou contra colegas foi motivado por Bullying

Por Raphael Costa

O adolescente que abriu fogo contra colegas, na manhã desta sexta-feira (20), matando dois alunos e deixando quatro feridos, em uma escola particular de Goiânia, era vitima de bullying. A informação foi confirmada pelo delegado Luiz Gonzaga Júnior, titular da Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais (Depai).

De acordo com o delegado, que concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta, uma das vítimas fatais era o principal autor das chacotas que motivaram o adolescente a cometer o crime. “Ele resolveu executar e matar pessoas. Primeiro esse colega, desafeto dele, e em seguida, ficou com vontade de matar mais. Isso no momento da execução. Ele inclusive se prontificou e falou para todo mundo ‘vocês vão todos morrer’”, relatou o delegado.

Luiz Gonzaga Júnior contou que o garoto, após fazer os primeiros disparos, começou a escolher as vítimas aleatoriamente. Morreram ainda na sala de aula, os estudantes João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, ambos de 14 anos. Os outros quatro alunos feridos (três meninas e um menino) foram levados para um hospital, onde estão internados.

O atirador, segundo a Polícia, teria se inspirado em outros massacres a tiros em colégios e planejou o ataque durante dois meses. A arma usada no crime, uma pistola .40, é da mãe do garoto, Policial Militar, assim como o pai.

O delegado ainda comentou que o autor dos disparos tem histórico de ótimo aluno, sem registros de problemas disciplinares.

O colégio Goyases, onde aconteceu o crime, fica localizado na rua Planalto, no bairro conjunto Riviera. A instituição oferece ensino infantil e fundamental.

Autor dos disparos, o adolescente foi encaminhado para Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais e em seguida para o Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito. Policiais foram à casa do menino, com autorização dos pais, para coletarem mais provas que ajudem a resolver o caso.

Repercussão

Pelo Twitter, o presidente Michel Temer disse estar consternado com a tragédia e prestou solidariedade às famílias das vítimas.
Fonte: Agencia do Radio | Crédito da foto: Giovanna Cristina / Estadão Conteúdo

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1 Comentário

Angela 22/10/2017 - 00:42

Não é motivo pra fazer o que fez,mais realmente é horrível, sofrer Bulling na escola,
eu já sofri e dá vontade de matar mesmo,pois não param,parecendo uma corrente do mal.
Quando um começa só aumenta a corrente do mal,não parece um pra dizer,gente é melhor parar,ele não gostou.
Eu era dentuça chorei muitas vezes,pois me chamavam de Monica,eu já tinha preconceito,pois minha mãe não podia pagar
dentista pra mim,sou pobre,Nossa desagradável,

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