A United World Wrestling (UWW), entidade máxima do wrestling no mundo, anunciou nesta quinta-feira (29/03), Aline Silva como a grande vencedora do prêmio United World Wrestling Women and Sport Award 2018. A lutadora foi indicada pela Confederação Brasileira de Wrestling (CBW) para concorrer a premiação concedida a uma organização ou mulher que tenha contribuído excepcionalmente para o desenvolvimento do esporte e do wrestling feminino. Aline vibrou com o prêmio.

“Estou sem palavras e muito feliz. É um sentimento de reconhecimento pela credibilidade depositada em mim pelo que fiz e faço como atleta e pelos projetos que faço parte. Quero fazer ainda muito mais pela vida de milhares de meninas”, comemorou Aline, representante do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e medalhista de bronze pan-americano de wrestling sênior da Bahia em 2017.

Foto: Aline Silva em ação no Pan-americano de Wrestling 2017 (Mayara Ananias/CBW)

Além de ser uma das principais atletas do Brasil e do mundo, Aline Silva, vice-campeã no Mundial do Uzbequistão, em 2014, participou em 2017 do Global Sports Mentoring Program, programa norte-americano que trata do empoderamento feminino por meio do esporte e que aborda questões de igualdade de gênero, assédio e visa por meio da história pessoal das atletas inspirar meninas. Aline também é embaixadora no Brasil do Wrestling Like a Girl, projeto que oferece treinamentos exclusivos para meninas (crianças e adolescentes) em vários países.

Afastada dos treinamentos e competições desde o fim do ano passado por conta de uma trombose, Aline também resolveu colocar em prática um projeto próprio, chamado Mempodera, onde ela mesma oferece aulas de wrestling e inglês para meninas de 10 a 12 anos, em Cubatão, São Paulo. O projeto começou em março e já possui mais de 60 crianças inscritas. Plenamente recuperada, a lutadora está de volta aos treinos e com o calendário cheio de competições como o Campeonato Mundial Militar. E pretende continuar vitoriosa dentro e fora dos tapetes.

“Os treinamentos recomeçaram e já estão muito fortes. Em maio, por exemplo, já vamos ter o Mundial Militar e ainda em 2018 vou fazer muitas viagens para treinar e competir. Bate um pouco de preocupação, quem vai dar aula para as meninas enquanto eu estiver fora? Mas tenho certeza que vai dar tudo certo e vou seguir lutando dentro e fora dos tapetes”, concluiu Aline.

Fonte: Confederação Brasileira de Wrestling (CBW)

Crédito da foto: Bruna Félix/CBW