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Alexandre Garcia deixa a Globo após 30 anos

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Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo, divulgou nesta sexta-feira (28) a saída do jornalista Alexandre Garcia da emissora. Em um comunicado, Kamel disse que a decisão foi do jornalista. “Alexandre decidiu deixar a emissora para amenizar um pouco o seu ritmo frenético de trabalho”, detalha Kamel em um trecho do comunicado.

De acordo com Kamel, Alexandre Garcia deixa a Globo, mas não o jornalismo. Ele continuará a ter seus comentários políticos transmitidos por duzentas e oitenta rádios Brasil afora. Continuará também a escrever artigos para um sem número de jornais por todo o país. E, entre seus planos, está o de acrescentar outro títulos ao seu livro de grande sucesso “Nos Bastidores da Notícia”, lançado em 1990 pela Editora Globo.

Sobre Alexandre Garcia

Alexandre é um dos jornalistas mais respeitados do país. Já atuou no Jornal do Brasil e na extinta TV Manchete. Por dezoito meses, entre os anos de 1979 e 1980, foi porta-voz oficial da Presidência da República, no governo de João Batista Figueiredo.

Aos sete anos de idade, já atuava como ator infantil na rádio em que seu pai, o uruguaio Óscar Chaves García, era radialista. Com quinze anos, era locutor da pequena Rádio Independente de Lajeado. Formou-se em Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Seu primeiro emprego no jornalismo foi um estágio na sucursal do Jornal do Brasil, em Porto Alegre. Começou a escrever na editoria de economia e se especializou em Bolsa de Valores. Nessa época, conciliava um emprego no Banco do Brasil com o do jornal. Pouco tempo depois, foi contratado pelo JB e largou o trabalho no banco.

Depois da posse do presidente militar João Baptista Figueiredo, Alexandre Garcia trabalhou como secretário de imprensa (porta-voz) do governo, porém acabou sendo exonerado devido à repercussão da entrevista “O Porta-Voz da Abertura” concedida à revista masculina “Ele & Ela”, na qual o jornalista se apresentava deitado em uma cama, de cueca, recoberto por uma felpuda toalha e revelava que era ali que ele “abatia suas lebres”.

Nesse início na TV Globo, o jornalista apresentava um quadro de crônicas com o seu nome no Fantástico. No programa, mostrava políticos em situações engraçadas ou cometendo gafes. É desse período o apelido “Alexandre Gracinha”, apelido aproveitado posteriormente pelos humoristas do Casseta & Planeta Urgente. Nessa época, Alexandre Garcia era também repórter especial do Jornal Nacional, do Jornal Hoje e do Jornal da Globo. Participou de coberturas como promulgação da Constituição de 1988 e as eleições presidenciais de 1989. Ao lado de Joelmir Betting, apresentou o programa Palanque Eletrônico, no qual entrevistou todos os candidatos à Presidência. Foi também um dos mediadores nos dois debates entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor, no segundo turno das eleições. Em 1990, dos estúdios da emissora, junto com Joelmir Betting, Paulo Henrique Amorim e Lilian Witte Fibe, tentou esclarecer as dúvidas dos telespectadores com relação ao plano econômico do governo.

De 1990 a 1995, Alexandre Garcia foi diretor de jornalismo da TV Globo Brasília. Neste período a sucursal cobriu a posse de Fernando Collor na presidência e a decretação do Plano Brasil Novo. O jornalista também cobriu a ECO-92, o Riocentro, o processo de impeachment do presidente Fernando Collor, a implementação do Plano Real e as eleições de Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998.

Enquanto atuava como porta-voz do presidente João Figueiredo, viveu uma situação inusitada durante uma viagem oficial entre Brasília e Pindamonhangaba. Um cano do sistema hidráulico do avião da Força Aérea Brasileira estourou e molhou as calças do Presidente da República. Figueiredo disse: “É perigoso tirar as calças na sua frente!” e ficou completamente nu diante de Alexandre Garcia.

Em 1993, estreou no Jornal da Globo como comentarista político. De 2000 a 2011 apresentou e foi o editor-chefe do telejornal local DFTV – 1ª Edição. Também realizou a cobertura especial das eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010. É autor do livro Nos Bastidores da Notícia, lançado pela Editora Globo em 1990. Além disso, assina artigos para jornais do país e faz comentários políticos para 80 emissoras de rádio.

Além do programa na Globo News, Alexandre é comentarista de política e segurança pública do Bom Dia Brasil e do DFTV. Diariamente atua como colunista político dentro da coluna “Bastidores” do Jornal da Cidade, comandado pelo jornalista José Carlos Magdalena e transmitido pela Rádio Morada do Sol AM/FM e pela TVAra, emissoras sediadas em Araraquara, interior de São Paulo. Também é comentarista da Rádio Metrópole, comandada por Mário Kertész em Salvador, Bahia.

Em 2015 Alexandre tornou-se comentarista da Rádio Clube FM de Vitória da Conquista (Bahia) no Jornal Vespertino Resenha Geral.

Em 28 de dezembro de 2018, Alexandre deixa a Rede Globo após trinta anos.

Crédito da foto: Reprodução da internet

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