As eleições do Vasco realizadas entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, foram realizadas na sede náutica do clube, localizada na Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro, foram palco de mais um capítulo de confusões e desrespeito mutuo entre as facções políticas do Vasco da Gama.

Após apoiar Júlio Brandt (Sempre Vasco) nas eleições para o conselho em 2017, Alexandre Campello (Frente Vasco Livre), alegou traição e intransigência de Brandt e resolveu romper com seu grupo, dois dias antes da eleição dentro do conselho que define quem será o presidente vascaíno de acordo com o estatuto do clube, o Vasco Livre e a Identidade Vasco, que inicialmente apoiou Alexandre e posteriormente Júlio, migraram para o Casaca, grupo de apoiadores de Eurico Miranda.

Durante os discursos antes da votação para a escolha da presidência do conselho e do presidente do clube, houve trocas de acusações nos discursos e algumas tentativas de agressão, do lado de fora, partidário da tese de que Júlio Brandt deveria assumir, hostilizaram Campello e o ameaçaram de morte, além disso gritos de Eurico e golpista, foram ouvidos dentro e fora da sede náutica do clube, onde a PM fez a segurança e ainda assim não evitou vandalismos entre outras cenas lamentáveis.

A aliança, Campello, Monteiro e Miranda, deu certo e o ex-presidente da Força Jovem do Vasco e vereador suplente filiado ao Partido dos Trabalhadores, foi eleito presidente do conselho com larga votação e o fisioterapeuta e empresário Alexandre Campello elegeu-se presidente do gigante da colina, sendo empossado amanhã.

(imagem retirada do site da revista Veja)