Em ato de reconhecimento cultural e celebração ao Mês da Consciência Negra, o Afro Fashion Day (AFD) chega à sua 4ª edição no próximo sábado, 24, a partir das 18h, no Museu du Ritmo – Comércio.

Para esse ano, o AFD reúne na passarela um time de 63 modelos e convidados negros e 48 marcas locais, dando visibilidade para a criatividade, beleza e diversidade do povo baiano.

Com público estimado de até 3 mil pessoas, as inscrições gratuitas para viver de perto esse evento – considerado a maior iniciativa de moda afro do país, podem ser feitas através do link bit.ly/AfroFashionDay2018. Com capacidade sujeita à lotação, a entrada ocorrerá mediante doação de 1 kg de alimento não-perecível.

Realizado pelo jornal Correio, com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador e apoio do Salvador Shopping, Sebrae, Vizzano e Museu Du Ritmo, o Afro Fashion Day 2018 terá como tema Identidade e Cores“Não dá para pensar moda afro sem pensar colorido. Por isso, desenvolvemos um desfile que será uma verdadeira explosão de cores”, conta o produtor de moda Fagner Bispo, curador do projeto.

Unindo os olhares do VJ Gabiru, do DJ Telefunksoul e de Fagner Bispo, a passarela 2018 promete um show fashion, com beleza assinada pelo maquiador Dino Neto e sua equipe formada por Mário Moraes, Luiz Santana, Romário Aragão, Deivson Esquivel, Marcos Junquilho, Alberto Alves, Vinicius Teles, Rose Brito, Valério Santos, Graziela e Michele Silva.

Sob os holofotes, 63 looks apresentam 48 marcas baianas para o grande público. São elas: Adriana Meira; Aládio Marques; Abanto; Ateliê 2; Ateliê Casa Linda; Black Atitude; Boutique Negralá; By Aninha Acessórios; Candida Specht; Carol Barreto; Closet Clothing; Com Amor, Dora; Costa Ribeiro; Crioula; Cynd Biquínis; Erika Rigaud; Euzaria; Fagner Bispo; Goya Lopes; Incid; Ismael Soudam; Jeferson Ribeiro; João Damapejú; Jorge Nascimento; T Camisetaria; Katuka Africanidades; Kelba Varjão Deluxe; La Abuela; Lú Samarato; Madame Nalwango; Maria Coruja Ateliê; Meninos Rei; Mônica Anjos; NBlack; Negrif; Sungas Oliver; Orig; Outerelas; Porto de Biquíni; Preta Brasil; Rey Vilas Boas; Silverino; Sonbrille; Sou Diva – tábompravocê?; Soul Dila; Tempt; Turbanque e Ziê.

Com um casting formado por 12 agências da cidade – Bi Produções, Lea Matos, Mega Model Bahia, Merci Models, Model Club Agency, One Models, PJT Models, Raí Silva Assessoria de Modelo, Suellen Massena, The Agent, Vivaldo Marques e Xtreme, e pelos seis jovens escolhidos nas seletivas de bairro – Leideane Oliveira, Jule Santos, Vitória Carmo, Jonas Bueno, Alan Mendes e Ícaro Silva, o Afro Fashion Day traz também como convidados o cantor e compositor Majur, o vencedor das seletivas 2017 Ivan Lima e o modelo senegalês Abou Osmane.

Nos pés dos modelos, o desfile traz como calçados as marcas Vizzano – para elas, e Melissa – para eles. “Esse evento vai muito além da moda. É um manifesto da beleza e da identidade baiana, ressaltadas pela força da comunicação do Correio e todo o grupo Rede Bahia, além da mobilização social em prol de uma causa nobre. É uma oportunidade para empreendedores e marcas locais mostrarem seu conteúdo. É uma vitrine da força da Bahia”, destaca Fábio Góis, Gerente de Marketing, Projetos e Mídias Digitais do jornal Correio. 

 

EVENTO PREMIADO

Em sua primeira edição, em 2015, o Afro Fashion Day ganhou reconhecimento internacional: o projeto ficou em segundo lugar na premiação da Associação Internacional de Mídias Noticiosas (Inma), na categoria melhor uso de um evento para construção de uma marca noticiosa, concorrendo com um veículo dos Estados Unidos e outro da Austrália.

 

CAMPANHA

Os contrastes de oito cores (vermelho, azul, amarelo, laranja, verde, rosa, roxo e branco) com os casarões da Salvador antiga dão o tom da campanha do Afro Fashion Day 2018“Não dá para pensar moda afro sem pensar cor. Daí o tema do evento deste ano ser Cores. Na gravação, quando a roupa não era colorida, os acessórios faziam esse papel, contrastando com a arquitetura do centro da cidade”, conta Fagner Bispo.

As peças usadas foram das marcas AlgaszarraJeferson RibeiroNegrifSou Diva – tábompravocê?, as três últimas fazem parte das 47 marcas selecionadas para compor os 63 looks do desfile do dia 24. Quem assiste aos 59 segundos de vídeo (bit.ly/campanhaAFD2018) possivelmente não imagina todo o trabalho que deu: foram dez horas de gravação em dois dias de produção com cerca de vinte pessoas envolvidas.

A equipe foi formada pelo departamento de Marketing do CORREIO com produção de moda de Fagner Bispo, trilha sonora do DJ Telefunksoul e beleza do maquiador Dino Neto, que produziram os convidados Monalisa Brandão, Ubiratan Santos, Huanna Maria e Daniel Reis. A campanha foi fotografada por Thiago Borba e filmada pela Califórnia Media House.

“Escolhemos pessoas retintas porque precisamos ter esse compromisso”, reflete Borba. Para ele, é importante abordar a discussão de colorismo, conceito usado para chamar atenção do aumento da discriminação ligado a uma maior quantidade de melanina na pele e características como nariz largo lábios grossos e cabelos mais crespos. “É importante dar esse protagonismo a quem carrega todos esses signos”, complementa o idealizador do projeto Black is Beautiful, que possui técnicas fotográficas específicas para clicar negros.

Borba revela ainda que os modelos foram todos convidados por ele. “Dentro da minha pesquisa, coleciono personagens e pessoas que ficam ‘numa gaveta’ à espera de uma oportunidade. Quando foi dado o briefing do tema, pensei nesses quatro. Todos carregam ancestralidade no olhar, sorriso e presença”.

A maquiagem dos modelos ficou por conta de Dino Neto, maquiador da TV Bahia há mais de nove anos. “Não pintamos muito os olhos. Usamos mais delineador e rímel. Foi olho livre, pouco blush e boca marcante, com vermelho, azul e pink. Por exemplo, teve uma menina toda de vermelho com a boca azul. Usamos o contraponto da cor”, revela.

O maquiador oficial do Afro Fashion Day desde 2015 conta ainda que os modelos usaram óleo na pele para dar brilho e valorizar mais os registros fotográficos. Ele é conhecido também pelo seu trabalho como drag queen. “Sfat Auerman sai do trivial. Cospe fogo, se pendura de cabeça para baixo e sai do convencional até para transformistas”, revela Dino que integrou a equipe da Cast Model durante 11 anos e foi um dos preparadores da baiana e top internacional Adriana Lima.

Para Daniel Reis, 18, único da campanha que vai desfilar na passarela, agenciado pela One Models Bahia e auxiliar de gesseiro (pessoa que instala gesso), o trabalho foi importante para conhecer mais da área de produção de vídeo. “Foi uma surpresa muito boa porque fui chamado para o casting da passarela do Afro pela primeira vez e também para gravar o VT. Fiquei me sentindo o cara com as cores e com o pente no cabelo”. O modelo não-agenciado Ubiratan Jesus dos Santos, 26, também curtiu participar da campanha. “Experiência muito produtiva. Negro é vida e as cores dão vida. Uma combinação magnífica. Eu me divirto usando cores no dia a dia”, conta o morador de Itapuã.

As duas moças são Monalisa Brandão, 22, e Huanna Maria, 17. A primeira é estudante de psicologia. A segunda é bailarina e comparou a participação na campanha a uma vitória. “Uma conquista atingida para a missão que me foi dada, de fazer parte da corrente de inclusão do povo negro em todos os lugares de destaque possíveis”. A jovem se expressa por poemas e rap. “Sempre tive ligações com o movimento hip hop. Há 5 anos decidi escrever e fazer alguns feats musicais com amigos”, conta.

 

CRIADORES 2018

Abanto

A marca em 2011, quando o design Alex Milanny começou a produzir as próprias roupas. Com indicações de amigos, a coisa foi ganhando corpo e em 2013 o nome Abanto foi criado. As peças podem ser encontradas na loja do Instituto ACM, no Pelourinho, na AfroBox, em São Paulo, ou pelas redes sociais, no Instagram @abanto.oficial ou Facebook: abanto.

 

Adriana Meira Atelier

Adriana Meira é baiana, nascida na cidade de Brumado e vive em São Paulo há 9 anos, onde mantém os valores do sertão impressos com apliques e bordados na sua marca homônima. Sua estética é colorida, artesanal e cheia de texturas, tudo a cara do Brasil. Instagram: @adrianameiraatelier

 

Ateliê 2

O Ateliê 2 nasceu em 2013, com Suzette Imbiriba, por conta do desejo pessoal de fazer acessórios criativos, inovadores, que unissem beleza e qualidade. Foi desse ideal que surgiram as primeiras pulseiras de couro – matéria prima escolhida para ser a essência da marca. As peças são totalmente feitas através de processo artesanal. Além disso, os modelos possuem um número reduzido de peças, garantindo certa exclusividade.

 

Aládio Marques

O estilista realizou profundos estudos sobre o rumo que tomaria a sua marca homônima e, com sua visão empreendedora, percebeu novas demandas do mercado consumidor, expandindo horizontes e criando uma nova label bem mais diversificada e feita para atender a um público ainda maior. A marca não apenas mudou de nome para AÉLE, como passa para uma nova fase, com renovação de conceitos, visão e valores. A brand que sempre foi símbolo de modelos exclusivos e autorais, conta agora com novas linhas de produtos para atender a diversos segmentos. Instagram: @aelebrand

 

Ateliê CasaLinda

Kivia Souza criou o ateliê com o intuito de produzir acessórios como bolsas, carteiras e lancheiras térmicas de forma artesanal com tecidos de algodão, seguindo a preferência de cada cliente. Em 2016, lançou sua primeira coleção de roupas e hoje produz looks sob encomenda. Adepta do slowfashion, sua moda é atemporal, colorida e leve. Especialista em estampas, só produz até três peças por print para garantir a exclusividade aos clientes. Seus produtos são consumidos em todo o Brasil. @ateliecasalinda

 

Black Atitude

Vander Charles queria que o povo negro e da periferia se reconhecesse nas peças que vestia. Achou a saída para a falta de representação ao criar roupas com estampas de revolucionários negros que fizeram história, como Malcolm X, Nelson Mandela e o rapper Tupac Shakur. Atualmente, a Black Atitude é autoral, urbana, inspirada nos estilosos negros norte-americanos, principalmente do hip-hop. A marca vende pela internet e na loja física, no bairro da Baixa de Quintas. Entre seus clientes estão o cantor Léo Santana e o coreógrafo Zebrinha. Instagram: @blackatitudeoficial

 

Boutique Negralá

Jéssica Santos aprendeu a fazer turbante com a avó, dona Antônia, e os usa desde criança. A ideia de lançar a marca surgiu há 3 anos, depois de chamar a atenção com o acessório enquanto trabalhava em um camarote, no Carnaval. Começou fazendo para amigos e em seguida criou uma loja virtual, no Facebook. Para ela, a questão vai além da moda e abarca a representatividade dos ancestrais e a história do povo negro. Instagram: @boutiquenegrala

 

By Aninha

Surgiu há 12 anos, idealizada pela designer Ana Paula Pereira. Vende bijuterias, produtos de papelaria e outros mimos (chaveirinhos, lembrancinhas, etc). A marca já lançou coleções inspiradas nos Contos de Fadas, Bonequinha de luxo e Rock e atualmente ensaia uma produção para as fashionistas mirins. Instagram: @byaninhamimoseacessorios

 

Candida Specht

A marca de acessórios – bolsas, mochilas, calçados, etc. – foi criada por Candida Specht em 2002. Suas peças têm estilo cool, antenado com as novidades, e ao mesmo tempo livre para misturar o handmade com o clássico. Instagram: @candidaspecht

 

Carol Barreto

Designer de moda e pesquisadora baiana, Carol Barreto foi a primeira brasileira a desfilar na Black Fashion Week de Paris. Em suas criações, busca elaborar processos criativos e produtivos respeitáveis e horizontais para construção de produtos e imagens de moda a partir de reflexões sobre as relações étnico-raciais e de gênero, corroborando com as propostas do slow fashion e moda ética. Instagram: @carolbarretocob

 

Closet Clothing

Depois de experiências com vendas independentes e uma loja multimarcas, Paulo Barbosa começou a criar t-shirts exclusivas e se encontrou ao desenvolver peças de moda praia, que também exporta para os Estados Unidos. Entre suas criações, estão biquínis, bodies, sungas, calças, vestidos e camisas com estamparia própria. Instagram: @conceitocloset

 

Com amor, Dora

Criada por Isadora Alves, a marca atua no mercado desde 2012 desenvolvendo acessórios, roupas e bolsas. O conceito é a potencialização e valoração justa do trabalho feito à mão. Dora também é uma das criadoras da loja colaborativa Guapa. Instagram: @comamordora

 

Costa Ribeiro

Criadores da marca Costa Ribeiro, de 1999, os estilistas Ródnei da Costa e Olivan Ribeiro utilizam técnicas e materiais artesanais na confecção de roupas e acessórios fazendo com que a temática afro-brasileira esteja inserida nestes produtos, a fim de valorizar e fomentar a autoestima da comunidade afrodescendente. As técnicas utilizadas vão desde o macramê, o patchwork, crochet pintura em tecido, cerâmica e papel marchet. Os criativos atendem com hora marcada: 9191-2694 (Ródnei) e 8893-8239 (Olivan).

 

Crioula

Fundada em 2003 pelo designer Alex Bispo, trabalha os elementos da diversidade do povo nordestino e afro-brasileiro através da sua cultura, linguagem, vocabulário e história. Instagram: @crioulastore

 

Cynd Biquínis

A marca foi criada pela dançarina e modelo Cynthia Paixão de Jesus, que traz na bagagem os títulos de rainha do Bloco Afro Malé Debalê (2012) e Deusa do Ébano do Ilê Aiyê (2014). Com a Cynd Biquínis, por meio de peças que valorizem as formas reais da mulher, a grife busca realizar sonhos e transformar mulheres simples em divas, resgatando sua autoestima e valores. As peças são feitas sob encomenda, atendendo principalmente o público plus size. Instagram: @cyndbiquinisplus – Whats 71 98884 0133

 

Euzaria

No final de 2014, um grupo de amigos se reuniu com a intenção de criar uma empresa humanizada e transmitir valores de pertencimento entre as pessoas. Daí nasceu o movimento Euzaria, que propaga o consumo consciente. A marca dispõe de um mix de produtos que vai desde camisetas a quadros. Cada peça vendida gera um dia de aula para um jovem do Instituto Aliança. Instagram: @euzaria_

 

Erika Rigaud Turbantes

A baiana de acarajé Erika Rigaud começou a trabalhar com turbantes para complementar a renda. Ela representa a terceira geração de baianas na família e traz essa expertise para a praticidade dos turbantes aramados. No início, vendia para amigos e colegas de profissão e viu o negócio crescer depois de participar de feiras na cidade.

 

Goya Lopes

Em 1996, iniciou um projeto de design para moda e decoração que foi a base da criação da marca com referência no afro-brasileiro. Os produtos são de moda e decoração e vão de vestidos, caftans, camisetas, batas, calças, acessórios, cangas, aventais a toalhas e jogo americano para uso doméstico. Instagram: @goyalopesdesignbrasileiro

 

inCID

Sem encontrar no mercado peças que o interessassem, Cid Brito começou a customizar roupas para usar. Os amigos começaram a pedir, até que ele passou a confeccionar camisas descoladas e vender. Depois disso, ele tomou gosto pela criação e iniciou a produção de peças exclusivas. Hoje, o mix de produtos da marca inclui calças, camisas, blazers, bermudas e itens de moda praia. Instagram: @incidbrasil

 

Ismael Soudam

Um dos principais nomes da moda baiana, Ismael Soudam criou sua marca própria em 2008, na qual desenvolve um estilo de moda balneário com peças versáteis que podem ir além da praia, preservando o conforto com cortes elegantes e sofisticados. Instagram: @ismaelsoudam

 

Jeferson Ribeiro

Outro grande nome da moda autoral baiana, Jeferson Ribeiro tem sua marca própria desde 2013. Suas criações são pensadas para mulheres elegantes e discretas, tendo a seda como a base para roupas de corte reto e caimento perfeito. Instagram: @jefersonribeirobrand

 

João Damapejú

O estilista João Damapejú propõe um estreito diálogo estético entre identidades étnicas, religiosidade, arte e moda para além da intolerância e dos preconceitos edificados ao longo da existência dos nossos ancestrais africanos, portanto, sua moda empodera, visibiliza e credencia a forte presença do negro como alicerce na formação da cultura brasileira. Instagram: @damapeju.art

 

Jorge Nascimento

Um dos criadores mais geniais da moda brasileira, Jorge Nascimento transforma roupa em arte e é um mestre na alfaiataria. Suas roupas têm modelagem precisa, leveza e elegância que encantam. O estilista já criou para diversas marcas, como Vivire e Tempt e vestiu artistas como Saulo Fernandes.

 

Karol Farias – T Camisetaria

A estilista Karol Farias trabalha com duas linhas de roupas: a slow fashion, que leva seu nome, e a T Camisetaria. A primeira segue temáticas por coleções, com destaque para questões brasileiras e regionais. Já a T Camisetaria surgiu em 2014, de uma vontade da estilista de desconstruir a camiseta enquanto roupa básica. Seu olhar acrescentou identidade à peça, tanto na modelagem, quanto nas estampas de obras de artes famosas e criações exclusivas de contemporâneos. Instagram: @tcamisetaria.

 

Katuka Africanidades

Criada há 14 anos pelo sociólogo Carlos Danon e pelo designer Renato Carneiro, combina as novas tecnologias têxteis e as silhuetas contemporâneas aos elementos clássicos do vestir africano. Instagram: @katukaafricanidades

 

Kelba Deluxe

A marca atua com produtos que vão desde bijous de luxo de moda, design, casa e galeria de arte e lança três coleções inéditas por ano: Primavera, Alto Verão e Outono Inverno. O design é autoral, exclusivo e as peças são assinadas por Kelba Varjão, designer e arquiteta urbanista. Instagram: @kelbavarjao.

 

La Abuela

Lançada em 2012 por Tarsila Ferreira, surgiu depois de pesquisas e experiências com o bordado. Mantém como características o estudo das formas geométricas, a influência das culturas latino-americanas e a mistura de cores fortes em acessórios que se destacam pelo uso do ponto cheio. Tarsila é uma das criadoras da loja colaborativa Guapa, na qual dá espaço para outros criadores baianos. Instagram: @casadaabuela.

 

Lú Samarato

O estilista e artista visual Ícaro Samarato tem um currículo extenso que inclui trabalhos não só com moda, mas também em consultoria de imagem e no teatro. O criativo pensa o conceito e constrói as peças únicas, que passam longe de tendências e trazem um estilo próprio. Instagram: @Lu_samarato

 

Madame Nalwango

A Madame Nalwango chega à Bahia pelas mãos da CEO baiana Jamile Musafiri. Atualmente, ela reside na República Democrática do Congo (RDC), onde é casada com um congolês. A empresária conta que foi depois dessa união que passou a prestar mais atenção nos tecidos africanos e na cultura local. A marca chega para desmistificar que as coisas que vêm da África devem ser consumidas apenas por pessoas de religião de matriz africana ou por pessoas que são negras. A ideia é fazer com que pessoas com diferentes estilos e gostos aprendam mais sobre o continente africano enquanto escolhem seus quadros, joias e looks. No site www.madamenalwango.com as pessoas encontram joias, roupas e esculturas de alto padrão. Os artigos também podem ser vistos no Instagram, no perfil @nalwangomadame.

 

Maria Coruja Ateliê

A designer de moda Rebeca Matos começou ainda na adolescência a produzir as próprias bolsas. Na época, ela usava tecidos de amostra da indústria de estofados (material usado até hoje) que tinha em casa e barbante. Além das bolsas, a marca produz mochilas, malas, acessórios e produtos personalizados. Os pedidos podem ser feitos pelas redes sociais, no endereço do Instagram e Facebook:  @mariacorujaatelie

 

Meninos Rei

Assinada pelos irmãos Júnior Rocha e Céu Rocha, designers e produtores de moda, a marca Meninos Rei surgiu com o objetivo de atender a um público exigente e sedento por novidades no estilo de vestir. As estampas lúdicas, despojadas, divertidas e exclusivas com acabamento primoroso são propostas dessa dupla e o destaque da marca. Instagram: @meninosrei

 

Mônica Anjos

Sinônimo de feminilidade, customização, patchwork, textura, movimento, leveza, amplo, sensual. Mônica cria coleções sempre voltadas para atender o mercado de moda atemporal. Ela é especialista em alfaiataria feminina e veste a mulher que busca elegância e modelagem. Instagram: @lojamonicaanjos

 

NBlack

Marca unissex de roupas e acessórios criada por Najara Black em 2005. Sua proposta é elevar a autoestima, empoderar e dar sentido de pertencimento a seu público. Sua criadora se tornou ao longo dos anos uma das principais vozes femininas do afroempreendedorismo baiano, promovendo eventos e ações na cidade. Instagram: @nblack_21.

 

Negrif

Idealizada em 2001 por Madalena Bispo, tem como proposta usar a moda como referência de identidade e reconhecimento cultural, propondo um vestuário a partir de tendências afrodescendentes e formas atualizadas do vestir brasileiro. Instagram: @madanegrif

 

OIiver

A Oliver nasceu do desejo do empresário e profissional de Marketing Leonardo Oliveira de propor ao consumidor de beachwear um conceito diferente do habitual para o traje de banho masculino. Aplicações de tule, spikes e até um zíper funcional surgem em peças com modelagem que acentuam a silhueta singular do brasileiro em matérias primas diferenciadas, tendo variações ao estilo neoprene como destaque. Um dos destaques da marca é a sunga Canto ao Pescador, que personifica a poesia do clássico do carnaval, em meio a trama trançada artesanalmente arrematada com aplicação de berloques folheados em ouro resistente à água. Site: www.sungasoliver.com. Instagram: @sungasoliver

 

Orig

Fundada por Wilson Simões com o objetivo de ser uma skate shop, a ORIG surgiu no final do ano de 2013 como uma ferramenta de suporte ao skate local. Com o passar dos anos, essa atuação se expandiu e a marca se tornou a primeira de skate & streetwear da Bahia. A ORIG procura se desvincular de rótulos impostos pela sociedade moderna, traduzindo o respeito e carinho pelo Nordeste em todos os produtos. Instagram: @origskateco

 

Outerelas

Peças exclusivas em tecidos e bijuterias como bolsas, carteiras, colares, brincos, anéis e braceletes fazem parte do portfólio. São itens exclusivos, todos feitos à mão, produzidas por Celina, Paula e Bárbara Outerelo. Instagram: @outerelas.

 

Porto de Biquíni

Criada em 2010 pela estilista Taís Alves, tem como objetivo trazer peças ergonômicas que ressaltam a estética de cada pessoa. O resultado são biquínis com ajustes e encaixes que facilitam os movimentos e se adequam aos diferentes biótipos da mulher brasileira. Instagram: @portodebiquini.

 

Preta Brasil

A desenhista industrial Luana Bonfim começou a fazer colares para usar e em seguida comercializar entre os colegas no Polo Petroquímico de Camaçari. Depois de criar a marca formalmente, assumiu-se como artesã. Todas as suas peças têm inspiração africana e indígena, trazendo para o dia a dia o esse resgate dessas culturas. Utiliza principalmente madeira e especiarias. Além das bijus, a marca também produz roupas. Instagram: @preta.brasil.

 

Rey Vilas Boas

Rey Vilas Boas aprendeu a costurar com a avó e garante que não faz roupas comerciais, prefere peças que tenham relação com a arte. Suas criações tem a excelência do corte e do acabamento dos estilistas e a transgressão dos artistas Instagram: @rey.vilasboas.

 

Silverino

Silverino Oju é multiartista, com formação em artes plásticas pela UFBA (2001). A moda é uma das linguagens do seu trabalho. Atualmente, ele está com a Coleção Festa Preta, que é inspirada em trajes black-tie, com rigor da alfaiataria artesanal. A proposta une África e Europa, pesquisa e criatividade, contra a mecanização da indústria da moda. Os seus trabalhos podem ser conferidos no Instagram, no perfil @silverino_oju.

 

Sonbrille

Katiane Pereira tinha uma loja de óculos de marcas e com o passar do tempo sentiu a necessidade de inovar, criando peças únicas. Por isso, a empresária partiu para a produção própria, com linhas atemporais em acetato, madeira e tecido, além de acessórios que viraram hit mundial, como as cordinhas e correntes para óculos. Instagram: @sonbrille.

 

Sou Diva, tabompravocê?

Em um projeto da faculdade de design de moda em que desenvolveu uma coleção de roupas femininas, Mário Farias sentiu a necessidade de ter acessórios que ornassem com sua proposta. Ao concluir o curso, ele abriu um ateliê na Barra e passou a produzir as bijuterias e tecidos com estampas próprias, os dois pontos centrais da marca. Instagram: @tabompravoce.

 

Soul Dila

A Soul Dila nasceu em 2008, levando consigo o sonho de três jovens que queriam não só empreender, mas fazer uma marca que, além de roupas bacanas e descoladas, pudesse agregar valor, levar positividade às pessoas e mostrar a Bahia mundo afora. O nome significa Alma Leve e tem como proposta ser mais do que uma marca de roupas. Instagram: @ souldila.

 

Tempt

A Tempt começou como uma multimarca até que o empresário Gustavo Moraes decidiu investir na produção própria, destacando a baianidade e os nordestinos em suas coleções. Atualmente, seu mix de produtos conta com t-shirt, regatas, calças, sapatos, bonés e carteiras. Instagram: @temptoriginal

 

Turbanque

As sócias Ronilda Gomes e Bárbara Rocha usaram a prática com os turbantes tradicionais para criar uma modelagem exclusiva que já vem pronta para uso. É só colocar na cabeça, ajustar e prender um botão. O produto pode ser adaptado para uso por profissionais em receptivo e restaurantes. Instagram: @turbanques.

 

Ziê

É de pochete, de mochila ou de minibag? Vinicius Carmezim é a mente criativa por trás da Ziê, que surgiu em 2015 e já virou queridinha do público baiano que gosta de um acessório com identidade. As peças desenvolvidas pelo criativo e sua mãe são praticamente exclusivas, já que o cliente pode escolher as estampas e os compartimentos das peças. Instagram: mochilas.zie