Ação do Procon apura diferença de mais de 233% em preços de remédios

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O Procon Petrópolis apurou uma diferença nos valores de medicamentos disponíveis nas farmácias e drogarias, que pode chegar a 233,67% nos produtos. O resultado da ação foi divulgada nesta segunda-feira (25.02) depois de consolidados os dados. A pesquisa, na sexta, foi feita em seis estabelecimentos no centro da cidade, apurando os preços de 15 remédios diferentes entre eles também os genéricos. O objetivo do órgão é garantir a adequação dos estabelecimentos às normas de proteção e defesa do consumidor e a transparência nas relações de consumo e protegendo os petropolitanos contra práticas abusivas.

Entre os medicamentos genéricos, a fórmula Loratadina – para aliviar sintomas associados à rinite alérgica, teve a maior variação entre os remédios pesquisados durante a ação. Enquanto em uma farmácia o valor chegou a R$ 10,90, em outra o preço estava R$36,37, uma diferença de 233,67%.

Outra fórmula que apresentou uma grande diferença de preços, foi o Amoxicilina – um antibiótico para o tratamento de infecções bacterianas. O remédio foi encontrado com uma variação de 162,89% entre as farmácias pesquisadas, a mais barata foi R$ 9,89 e a mais cara R$ 26. O Clonazepam foi encontrado por R$ 15,22 em uma drogaria e R$ 8,18 – 86,06% a mais.

“Esta ação será uma rotina no Procon, onde mensalmente iremos fazer o levantamento dos principais remédios vendidos no Brasil e apresentar o comparativo de preço para instruir a população do melhor custo benefício.Esta primeira etapa é de orientação e, depois, a continuidade do preço abusivo vai ocasionar em autuação do estabelecimento”, afirma o coordenador do Procon, Bernardo Sabrá.

O órgão pretende fazer ações em várias vertentes e estender para cesta básica e a produtos que são essenciais para os petropolitanos. “Já fazemos as operações temáticas como a Ceia de Natal e a lista de material escolar e vamos continuar seguindo esta política de orientação nos preços praticados na cidade, sempre respeitando o livre comércio e a livre concorrência”, pontuou o coordenador do Procon.

Já os medicamentos de referência tiveram uma variação de preço de 100,70%. Durante o levantamento, o Luftal- para gases no aparelho digestivo, foi encontrado por R$18,50 e em outra farmácia, chegou a R$ 37,13. A Neosaldina, a mais em conta foi R$16,90 e a mais cara R$ 27,35 em três farmácias que participaram do levantamento, apresentando uma variação no valor de R$ 61,83%.

Nesta primeira etapa do Procon fiscaliza as farmácia e drogarias, com caráter preventivo. A equipe visita os estabelecimentos e conferem se eles seguem o que é determinado pelo Código Do Consumidor (CDC) e demais legislações como, por exemplo, disponibilização dos preços, procedência dos produtos e prazo de validade, entre outros. Durante a vistoria, a equipe também observa se a loja disponibiliza cópia do CDC aos consumidores e cartazes com endereço e telefone do Procon.

O órgão de defesa do consumidor orienta que os consumidores façam pesquisas antes de comprar seus remédios. As farmácias costumam oferecer descontos aos consumidores, como, por exemplo, preços mais baratos para aposentados e pensionistas bem como para os portadores do cartão-fidelidade. Neste caso, o Procon lembra que esses descontos podem variar conforme as lojas e as condições de pagamento. Além disso, é importante que o consumidor fique atento já que há uma variação dos preços de uma franquia para outra, porque não existe uma política única para todos os franqueados.

Consumidores que tiverem dúvidas sobre seus direitos devem entrar em contato com o órgão de defesa do consumidor, que ficam Rua Dr. Moreira da Fonseca 33, no Centro, ao lado da Câmara dos Vereadores, e em Itaipava, na Estrada União e Indústria 11.860, no Centro de Cidadania. Os telefones para contato são o 2246-8469 / 8470/ 8471 / 8472 / 8473 / 8474 / 8475 / 8476 e 8477. Os usuários também têm como opção o WhatsApp Denúncia pelo 92257-5837 e o site www.petropolis.rj.gov.br/procon e o serviço de mensagens da página Procon Petrópolis no Facebook.

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