A tecnologia em prol da recuperação de Petrópolis

Projeto em 3D auxilia na realização de reparos emergenciais
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Passados quase dois meses da maior tragédia climática que atingiu Petrópolis, na Região Serrana do Rio, muitos pontos do município precisam de reparos e ações para recuperar áreas que foram degradadas com a força das águas no dia 15 de fevereiro, seguida de mais um temporal no mês passado.

Com o objetivo de auxiliar no trabalho emergencial, pesquisadores que atuam no Laboratório do Tecgraf da PUC-RIO, através da fabricação digital e modelagem computacional, realizaram moldes digitais e protótipos dos pilares de uma ponte destruída pela chuva e que fica em frente a Catedral São Pedro de Alcântara, dos principais cartões postais da cidade, cuja restauração está sendo finalizada. Através desse estudo, foi possível obter um modelo capaz de ser executado por uma impressora 3D e com o apoio de servidores da Comdep, a Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis, foram realizadas as ações da construção.

O projeto, feito de forma experimental, pode contribuir para a identificação de pontos atingidos pela tragédia, mapeando e reconstruindo através de modelagem 3D, as estruturas, artefatos e a arquitetura histórica,  para que sejam feitas de forma eficaz.

“A primeira parte é digital, através da aquisição da imgagem e geração do modelo computacional. Depois, fazemos o tratamento e preparamos os arquivos técnicos para produzimos um protótipo, em escala reduzida, ou mesmo 1:1, que dará suporte para a execução na prática. E isso pode ajudar, inclusive, em outras áreas que precisam de um trabalho com maior precisão”, explica pesquisador, Felipe Gouvea.

O trabalho já foi realizado anteriormente na recuperação de parte do acervo do Museu Nacional do Rio, que pegou fogo em setembro de 2018. No local que continha mais de 20 milhões de itens históricos, diversas peças ressurgiram das cinzas, graças à impressão 3D.

“Essas técnicas de ‘Fabricação avançada’, associadas a softwares e tecnologias 4.0, são técnicas que servem para criar, manter e resgatar réplicas de grandes obras e inclusive são usadas para manter artefatos históricos catalogados, caso aconteça algum tipo de desastre, como ocorre com as tragédias naturais, em caso de incêndios, furtos ou outros problemas.  É uma forma eficaz de reconstruir obras de variadas dimensões, para entender mais sobre grandes projetos. É possível inclusive, traçar panoramas, estudos e simulações para o planejamento e execução do imenso trabalho de engenharia e recuperação que demanda a cidade”, detalha Felipe.

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