“A estória da história” homenageia Petrópolis através de relatos de personagens que ajudaram a construir a cidade

Serão quatro esquetes com cerca de 15 minutos cada.

A história dos 177 anos de Petrópolis, muita gente já conhece dos livros, das aulas no colégio ou até mesmo em passeios por alguns dos principais atrativos turísticos do município, que foi escolhido pela família real, para ser a residência de veraneio na época da monarquia. Mas alguns ricos detalhes são desconhecidos por parte da população, com grandes personagens que tiveram papel decisivo na construção da cidade no que é atualmente.

Com o objetivo de trazer informações históricas sobre a cidade imperial, homenageando o município em mais um aniversário, celebrado em 16 de março, o projeto A estória da História – Petrópolis antes da República”, contemplado no edital de chamada pública simplificada nº 03/2020, vai destacar outras informações sobre a construção da cidade e seu desenvolvimento, com a presença de figuras emblemáticas que serão interpretadas por atores da cidade e que será veiculado na própria terça-feira16 de março, em quatro episódios/ esquetes, às 10h, 11h, 12h e 13h no Facebook, Instagram e Youtube da Xdaquestão Produções.

É necessário que busquemos quebrar esse tipo de ideia e democratizar o acesso àquilo que é cultural para que as pessoas possam entender que a arte, o patrimônio e a História são acessíveis e pertencem a todos. Que a cultura acontece no dia a dia e que todos nós fazemos parte dela. Dessa forma teremos uma sociedade mais informada, ativa e cidadã”, explica o diretor geral e responsável pela Xdaquestão Produções, Maurício Araújo.

O conteúdo que será disponibilizado posteriormente para a Secretaria de Educação para ser inserido no Educa em Casa, promete encantar toda a família petropolitana, com linguagem lúdica e pedagógica, trazendo características da época, através dos cenários e figurinos, além dos textos baseados em informações de pesquisas históricas. O material será disponibilizado ainda com o recurso de libras, para que todos os públicos sejam contemplados.

Serão quatro esquetes com cerca de 15 minutos cada, que vão destacar os seguintes temas: “A Serra da Estrela”“Cidade Planejada – A Fundação”“Petrópolis Imperial” e “Conjecturas da Abolição”. Os personagens que compõe os trabalhos serão os Imperadores D. Pedro I e II, Padre Corrêa, Dona Arcângela, Júlio Frederico Koeler, Paulo Barbosa, Imperatriz Teresa Cristina, Rafael – o anjo negro, Princesa Isabel, Amandinha Paranaguá e Adelaine Taunay.

O diretor artístico e dramaturgo é Paulo Marcos de Carvalho, no elenco Andrea Dutra, Ariel Barbosa, Fábio Branco, Flávia Miranda, Joaquim Eloy, Jonas Raibolt, Luciane Fortunatto, Monica Campos, Nathan Cardoso, Sidney Carneiro e Vania Moreira. O Diretor Geral e Executivo é o empresário  Maurício Araújo e a Diretora de Produção, Secretária Teatral e Assessora de Imprensa é a jornalista Carla Coelho. O trabalho conta ainda com a pesquisa das historiadoras Maria Angela Gomes e Maria Lúcia Diel, o intérprete de Libras André da Silva Vieira, figurinos de Eunice Mayer, cenografia de Edison Bordignon e Walkiria Diniz como camareira.

“Nesse trabalho, o teatro vem para transmitir e orientar conhecimentos àquele que assiste, tendo em vista que o projeto faz jus ao entendimento com a História de Petrópolis e o seu lugar no mundo, no sentido da sua relevância e identidade, ao mesmo tempo, que, aproxima desde cedo a criança agindo na apropriação da mesma à sua identidade como petropolitano”, diz o dramaturgo.

Esperamos que o material seja amplamente assistido e que com ele seja criada uma sensação de pertencimento e apropriação que cultive desde cedo nas crianças por meio do lúdico o interesse pela nossa História e que ela só cresça, transformando os espaços da nossa cidade em lugares de pertencimento”, pontua Maurício Araújo.

1ª esquete – A Serra da Estrela – 10h

A primeira esquete do projeto “A estória da História – Petrópolis antes da República”, vai falar sobre a serra velha da estrela, a atual RJ-107. Com a presença de personagens já conhecidos do público como o Imperador D.Pedro I, o Padre Correa, além de sua irmã, Dona Arcângela, o trabalho vai contar um pouco sobre o início do que se tornou a cidade de Pedro.

Nascido em Portugal em 12 de outubro de 1978, filho de Dom João VI e Dona Carlota Joaquina, Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Serafim de Bragança e Bourbon, futuro Dom Pedro IV, como fora criado para ser, veio a se tornar Dom Pedro I e foi o primeiro Imperador do Brasil. Ele chegou ao Rio de Janeiro em 1808, com a família real que “fugia” do cerco de Napoleão. Com seu pai sendo nomeado Rei de Portugal em 1817, ele se tornou herdeiro do trono, assumindo as funções reais no país.

Passados alguns anos, Pedro I se encantou com a serra carioca, quando viajava para Minas Gerais buscando apoio para a independência do Brasil. No local, ficou hospedado na fazenda do Padre Correia, onde fica atualmente o distrito de Corrêas. No local, o imperador passou grandes temporadas junto à imperatriz D. Leopoldina. A família, Dom Pedro estimava os mais sinceros votos de gratidão. O pequeno Pedro, futuro imperador, brincou no rancho grande, com descendentes da família do padre. Relatos mostram que a recordação do hóspede imperial está perpetuada no nome do famoso Poço do Imperador que merecia sua predileção.

Houve a tentativa de compra da propriedade, mas foi recusada pela família Correia. A herdeira do imóvel, Dona Arcângela Joaquina da Silva Goulão, irmã do padre Antônio Tomás de Aquino Corrêa Goulão, firmou um acordo de não vender a propriedade para mãos estranhas, mas indicou ao imperador a compra da fazenda vizinha, a do Córrego Seco. Em uma proposta, o dono do imóvel, o major José Vieira Afonso respondeu que cederia o imóvel por cinquenta mil cruzados. Concordando com preço, o Imperador, dali mesmo, determinou as providências para que se efetivasse a compra, lavrando-se a competente escritura, no Rio de Janeiro, a 6 de fevereiro de 1830.

De acordo com Dom Pedro I, o imóvel situado no topo da Serra da Estrela, região considerada de salubridade e beleza ideais, o que beneficiaria sua filha, a princesa dona Paula, que tinha sérios problemas de saúde, contudo a princesa viveu somente até os 10 anos de idade, por problemas respiratórios. Dom Pedro I queria construir ali um palácio para o verão, o Palácio da Concórdia, porém, sua abdicação e morte precoce o impediram de realizar seu desejo.

2ª esquete – Cidade Planejada – 11h

A segunda esquete vai mostrar um pouco mais do que foi a fundação da Cidade Imperial. No segundo episódio, novas figuras envolvidas no processo do que se tornou o município, detalham bastidores do que foi a realização do sonho de Dom Pedro I. Desta vez, os destaques ficam por conta da presença do Imperador Dom Pedro II, o Major Júlio Frederico Koeler e Paulo Barbosa.

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, reconhecido como o imperador D. Pedro II, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 2 de janeiro de 1825. Ele foi o único monarca a reinar sobre o Brasil que nasceu em solo brasileiro. Foi o responsável por dar prosseguimento aos planos do pai, com quem pouco conviveu.

A fazenda do Córrego Seco foi recuperada em 1839, depois de ter caído na mão de credores, com a morte de Dom Pedro I. Os planos de construir um palácio em Petrópolis ficaram a cargo do mordomo da Casa Imperial, Paulo Barbosa, que sugeriu o nome da cidade, inspirado na russa São Petersburgo. Em 16 de março de 1843, Dom Pedro II assinou o decreto da criação de Petrópolis.

Quem foi o responsável pelo projeto do que hoje é o Museu Imperial e pelo plano de urbanização local, foi o major e engenheiro alemão Julius Friedrich Koeler. A área foi dividida entre a construção da mansão, suas dependências e jardins; uma igreja em homenagem a São Pedro de Alcântara um cemitério; além da área para a população, que ainda não existia. No projeto, Koeler priorizou a ocupação dos vales ao longo do rio Piabanha e seus afluentes, com as frentes das casas voltadas para o rio – para que ele não se tornasse esgoto. Também privilegiou a arborização de ruas e praças e a canalização de alguns cursos de água. Já neste projeto, pretendia-se evitar os deslizamentos das encostas, decorrentes das chuvas de verão, problemas – registrados desde aquela época. 

Para povoar a região, o governo estimulou a vinda de imigrantes, a maioria alemães, que formaram colônias agrícolas e atuaram na construção da primeira estrada entre o Rio de Janeiro e Petrópolis. Para garantir uma boa vizinhança, D. Pedro II doou lotes de terra para amigos e nobres. Diplomatas e políticos do império, como o Barão de Mauá, passaram a frequentar a cidade e construir seus próprios palacetes.

Calcula-se que d. Pedro II tenha passado 40 verões em Petrópolis. Com o tempo, o imperador viajava a sua “cidade querida”, como ele a chamava, com mais frequência, não só no verão. Ao longo da década de 1880, ele quase não voltava mais para o Rio de Janeiro. Foi em Petrópolis, inclusive, que tomou conhecimento da Proclamação da República.

3ª esquete – Petrópolis Imperial – 12h

A terceira esquete do projeto dá destaque ao Imperador Dom Pedro II, a Imperatriz Teresa Cristina e Rafael – O anjo negro. A trama vai mostrar a relação do herdeiro da família real com a cidade e como ela se apresentava no final do século XIX. O paraíso na serra fluminense era uma espécie de “refúgio”, por oferecer boas condições de vida, clima ameno, saneamento, ruas largas, limpas e arborizadas, além da proximidade da capital.

E o crescimento foi exponencial. Em apenas 14 anos, passou de colônia a vila, de vila a freguesia e de freguesia a cidade, por lei provincial. Em 1857, quando foi elevada à categoria de cidade, já tinha uma população fixa de seis mil pessoas, um número bastante superior ao da maioria das cidades do Brasil – e que aumentava nos meses entre outubro e março de cada ano, devido aos veranistas.

O desenvolvimento se acentuou nas pequenas indústrias, no comércio e numa florescente rede hoteleira. A partir de 1854, com a inauguração do trecho inicial da primeira ferrovia do Brasil, o tempo de viagem entre a capital e a cidade imperial reduziu-se bastante, para aproximadamente quatro horas, facilitando ainda mais o fluxo de visitantes.

Os fatos ligados à origem da cidade permanecem na forma de tradição: está nos livros de história local a evocação da constante presença do imperador, anualmente, na “sua” cidade. Entre a fundação da colônia e a Proclamação da República, quando teve a última temporada interrompida, se passaram 46 anos e Dom Pedro II viveu 35 verões no seu palácio serrano. Já no exílio, em 1890, iria escrever ao Brasil pedindo: “Mandem-me notícias da minha querida Petrópolis”.

Uma das personagens que figura desta vez é Teresa Cristina, esposa do Imperador. Sua chegada ao Brasil ocorreu no dia 3 de setembro de 1843, já nomeada como a Imperatriz, especialmente conhecida como a “Mãe dos brasileiros”. Nos seus diários pessoais, relata sobre a sua vida na corte, salientando sobre as viagens que fez e as óperas que assistia. Esses acontecimentos provam como ela era capaz de entender assuntos que estivessem ligados à cultura de seu povo e à geografia do país onde ela tanto amava.

Em destaque está também o anjo negro, Rafael. O rapaz era um veterano da Guerra da Cisplatina, nascido em Porto Alegre e levado para a Corte em 1821, antes da Independência. Foi notado por Dom Pedro I pelos rumores de seu destemor demonstrado no enfrentamento ao inimigo. Dom Pedro I, portanto, requisitou seus serviços para função de criado particular. Quando abdicou da coroa brasileira para regressar a Portugal em 1831, o monarca entregou o filho deixado como regente no Brasil aos cuidados informais daquele que fora seu criado de confiança, criando as condições para o início de uma relação de afeto e dedicação que se prolongou por mais de cinquenta anos entre Dom Pedro II e Rafael.

4ª esquete – Conjecturas da Abolição – 13h

A quarta e última esquete vai contar com a presença da Princesa Isabel e suas amigas Amandinha Paranaguá e Adelaine Taunay. Nos aproximadamente 15 minutos de conteúdo estão em destaque as questões referente à abolição da escravatura, ocorrido no Paço Imperial no Rio de Janeiro, em maio de 1888. 

Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, nasceu no dia 29 de julho de 1846, no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro; é a segunda filha de Dom Pedro II e de sua esposa Teresa Cristina. Acabou sendo nomeada herdeira presuntiva do Brasil, porque os dois filhos homens do imperador, Afonso Pedro e Pedro Afonso, faleceram ainda na infância e isso forçou o imperador a nomeá-la herdeira do trono do Brasil. O título “herdeira presuntiva” era dado no caso de não existir melhor opção de herdeiro para o trono.

Antes de assinar a Lei Áurea, a Princesa e seu grupo seleto de amigas passaram a se engajar abertamente em atitudes abolicionistas. De acordo com Eduardo Silva no livro “As Camélias do Leblon e a abolição da escravatura”, em 1888, “não faltava ao esquema nem mesmo o apoio de importantes damas da Corte.

As personagens serão interpretadas pelas atrizes Andréa Dutra que dá vida a Isabel, Flávia Miranda no papel de Amandinha Paranaguá e Adelaine Taunay, representada por Mônica Campos. Maria Amanda Paranaguá Dória, amiga íntima, dama a serviço da princesa Isabel e baronesa de Loreto. Nascida em Salvador, em 1849, “Amandinha”, como era carinhosamente chamada, pertencia a uma família que experimentou uma ascensão social considerável a partir do processo de Independência do Brasil.

Adelaide Carolina Amalia de Escragnolle Taunay é filha do antigo professor de francês e desenho de D. Pedro II, Félix Émile Taunay, pintor nascido na França, que viria a dar aulas às princesas. Foi amiga de Isabel a vida toda. Tinha como irmão, o Visconde de Taunay, conhecido pela publicação de romances como “Mocidade de Trajano” e “A retirada da Laguna”.

O material vai destacar a participação das mulheres, que especialmente nos núcleos urbanos, encontraram condições favoráveis para inscrevem-se no espaço da política ainda que desempenhando atividades circunscritas às atribuições entendidas à época como próprias das qualidades femininas e maternais.

veiculação do projeto será realizada pelas plataformas digitais da Xdaquestão Produções no Facebook @xdaquestaoproducoes (https://www.facebook.com/xdaquestaoproducoes/), no Instagram @xdaquestaoproducoes (https://www.instagram.com/xdaquestaoproducoes/) e ainda através do Youtube Xdaquestão Produções (https://www.youtube.com/channel/UC6MBZV6Wyy_k3i5RB4OFcDg), de acordo com o cronograma abaixo.

Mais informações podem ser obtidas nas próprias mídias digitais da Xdaquestão Produções ou ainda através do e-mail xdaquestaoproducoes@gmail.com e do WhatsApp (24) 99955-2730.

Fonte: XdaQuestão Produções

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