O Brasil ainda não se adaptou às novas formas de trabalho. É o que aponta pesquisa da Randstad, líder global em soluções de recursos humanos, em que 75% dos brasileiros afirmaram ainda trabalhar no formato tradicional: no escritório e no horário comercial.

De acordo com o estudo realizado em 33 países, os mais desenvolvidos parecem mais avançados no que diz respeito à adoção de formatos flexíveis: na Suécia, apenas 51% dos entrevistados afirmaram trabalhar segundo o modo convencional, o menor percentual dentro deste cenário, enquanto a Índia registra o maior índice, com 85% dos profissionais atuando dentro da sede da empresa e em período comercial.  

Por outro lado, para quem torce pela mudança nos padrões de trabalho, a notícia é boa: 69% dos indianos acreditam que a maneira de trabalhar está mudando no país; no Brasil, esse percentual é de 45%.

“O país está passando por um processo de reformulação das relações de trabalho. As empresas estão adotando gradativamente políticas de home office, horário flexível, trabalho remoto e outras opções que desconstroem o modelo tradicional da década de 80”, explica Jorge Vazquez, presidente da Randstad no Brasil.  

Motivação
Para 90% dos brasileiros, o trabalho flexível permite melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal e para 86% deles, isso aumenta a produtividade, criatividade e satisfação. Mas nem tudo é positivo: 38% dos entrevistados sentem que essa flexibilidade também causa grande pressão na vida pessoal, já que nunca conseguem se desconectar completamente do trabalho.
 
Ainda assim, 76% dos brasileiros preferem trabalhar de casa ou de outros lugares que não o escritório, mas apenas 58% afirmam que as empresas fornecem recursos e equipamentos suficientes para que isso seja viável. Esse pode ser um dos motivos pelos quais 57% dos profissionais afirmaram preferir trabalhar no escritório.

Sobre Randstad WorkMonitor
O Índice de Mobilidade da pesquisa, que rastreia a confiança do empregado e a probabilidade de mudança de emprego nos 6 meses seguintes, proporciona um profundo entendimento sobre os sentimentos e tendência do mercado de trabalho. Além do Índice de Mobilidade, o relatório analisa a satisfação com o trabalho e motivação pessoal, além de uma seção de tema rotativo.

Realizada trimestralmente pela Randstad desde 2003, a pesquisa analisa atualmente 33 países localizados na Europa, Ásia Pacífico e Américas, com índices locais e globais. O estudo é realizado online com profissionais de 18-65 anos, que trabalham de forma remunerada um mínimo de 24 horas por semana (não inclui trabalhadores autônomos). O mínimo de entrevistas por país é 400, utilizando o painel SSI (Survey Sampling International), reconhecido internacionalmente, para definir as amostras. A primeira edição de 2018 foi conduzida entre 10 e 26 de janeiro.

Sobre a Randstad
A Randstad é líder global em soluções de Recursos Humanos, presente em 39 países e com 4.452 escritórios distribuídos pelos cinco continentes do mundo. A corporação emprega cerca de 33 mil colaboradores em seus países de operação. Com posicionamento inovador focado em tecnologia, a empresa está no Brasil com 18 filiais localizadas em todas as regiões do país, desenvolvendo serviços especializados para o mercado nacional, como: recrutamento & seleção; recrutamento especializado; outplacement; gestão do talento temporário; gestão integrada do talento alocado, assessment, RPO e Outsourcing. Pelo segundo ano consecutivo, a Randstad foi listada no Dow Jones de Sustentabilidade como referência em sua área. A empresa é listada na Bolsa de Valores NYSE Euronext.

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