Números

Os números da pesquisa são surpreendentes. Pelo menos 71,12% dos profissionais entrevistados, são ou já foram agredidos quando exerciam seus respectivos cargos. A minoria que alega nunca ter sofrido algum tipo de violência, tem 57,82% dos colegas que já sofreram com esse tipo de desrespeito.

Os dados foram coletados entre os dias 29 de agosto e 03 de setembro, pela Associação Paulista de Medicina. A Associação coletou dados de 509 médicos que trabalham no Estado de São Paulo.

Preocupante é falta de segurança nos locais onde trabalham. Dos entrevistados, aproximadamente 54% alegam que há falta de segurança nesses lugares.

Motivos 

Esse quadro é em boa parte causado pela ineficácia dos sistemas de saúde, seja no âmbito público ou privado. Verdade é que ninguém merece apanhar por culpa da má administração, seja do Estado ou de empresas que prestam serviços voltados para a saúde.

O descaso do governo com o Sistema Único de Saúde (SUS), fica evidente quando observamos que 70% das agressões ocorrem em serviços ligados a administração pública. Por outro lado, 23% dos episódios foram registrados em hospitais privados e outros 7% em consultórios particulares.

José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM, afirmou que “não há dúvida que, nos últimos anos, sucessivos governos vêm apontando os médicos como aqueles que têm de ser responsabilizados por tudo que há de errado na gestão pública da Saúde”, e ainda completou dizendo:

  • É assim que eles tentam esconder a incompetência e se eximir de seus deveres.

Por: Gabriel Malheiros

 

 

Fonte: Associação Paulista de Medicina