Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e encomendada pela Roche Farma Brasil, líder mundial em inovação em saúde, 65% da população do estado do Rio de Janeiro nunca foi ao neurologista, considerado o médico mais indicado para a identificação de algumas doenças raras, como a esclerose múltipla, doença que não tem cura e atinge cerca de 35 mil brasileiros¹. A grande maioria dos pacientes demora muito tempo para chegar a um neurologista, o que acaba piorando seu estado físico.

Outros dados da pesquisa mostram que 38% dos fluminenses não conhecem a esclerose múltipla e 61% se sente pouco ou nada informada sobre a doença. O desconhecimento é tanto que 65% dos questionados disseram considerar o esquecimento um dos sintomas e 55% relacionaram a doença ao envelhecimento, quando, na verdade, as primeiras manifestações acontecem na fase mais ativa da vida – entre os 20 e 40 anos- e os sintomas mais comuns são fadiga imprevisível ou desproporcional à atividade realizada, visão dupla ou embaçada, problemas de equilíbrio e coordenação, sensação de queimação ou formigamento, perda da memória – ainda que seja um sintoma tardio – e transtornos emocionais.

A desinformação é mais um dos fatores responsáveis pelo diagnóstico tardio, já que os sintomas são inespecíficos e podem ser facilmente confundidos com outras patologias. E, como consequência da ignorância existe o preconceito para com os pacientes de esclerose múltipla e a forma como vivem: 53% dos fluminenses consideram que eles têm suas atividades limitadas, 62% que devem apenas ficar em casa e 67% que devam parar de trabalhar.

“Propagar a ideia de que as pessoas com esclerose múltipla não podem ter uma vida pessoal, profissional e acadêmica normal só contribui para os possíveis medos e vergonhas que eles possam sentir. Na Europa, por exemplo, cerca de 75% a 85% dos pacientes continuam trabalhando. No Brasil, não temos este dado, mas vemos uma diferença clara quanto ao impacto do preconceito no mercado de trabalho e na própria sociedade”, explica o neurologista Fernando Figueira, chefe da neurologia do Hospital São Francisco na Providência de Deus.

Apesar do contexto atual da saúde pública em nosso país, a esclerose múltipla tem ganhado um olhar especial da medicina. Novas terapias têm focado em oferecer um intervalo de tempo maior entre as aplicações dos medicamentos, promovendo mais flexibilidade, adesão e tolerabilidade às terapias. “É importante reforçarmos que, apesar de não ter cura, a esclerose múltipla pode ser controlada, mas, para isso, é importante que o diagnóstico seja feito ainda nos primeiros sintomas e o tratamento ser iniciado o quanto antes, promovendo assim maior eficácia e menor risco de sequelas”, afirma o Dr. Figueira.

Referência:

  1. Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM

Sobre a esclerose múltipla

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica que afeta cerca de 35 mil pessoas no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM, para a qual não há cura. EM ocorre quando o sistema imunológico ataca anormalmente o isolamento em torno de células nervosas (bainha de mielina) no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos, causando inflamação e danos consequentes. Este dano pode causar uma ampla gama de sintomas, incluindo fraqueza muscular, fadiga e dificuldade visual, e pode, eventualmente, levar à deficiência. A maioria das pessoas com EM são mulheres e experimentam seu primeiro sintoma entre 20 e 40 anos de idade, tornando a doença a principal causa de incapacidade não-traumática em adultos mais jovens.

A EM remitente recorrente é a forma mais comum da doença, aproximadamente 85% dos diagnosticados, e caracteriza-se por episódios de sinais ou sintomas novos ou agravados (recorrências), seguidos de períodos de recuperação. A maioria dos pacientes desta forma da doença irá, eventualmente, fazer transição para EM secundária progressiva, em que eles experimentam agravamento contínuo da deficiência ao longo do tempo.

Já a EM primária progressiva, a forma mais debilitante da doença, é marcada por sintomas que se agravam de forma constante, mas tipicamente sem recorrências distintas ou períodos de remissão. Aproximadamente 15% dos pacientes com esclerose múltipla diagnosticada, têm a forma progressiva da doença e, até agora, não havia nenhuma terapia aprovada.

A atividade da doença consiste em inflamação no sistema nervoso e perda permanente de células nervosas no cérebro e medula espinhal, mesmo quando seus sintomas clínicos não são aparentes ou não parecem estar piorando. O objetivo do tratamento é reduzir a atividade da doença para impedir que a incapacidade progrida.

 

Sobre a Neurociências na Roche – A área de pesquisa em Esclerose Múltipla

A Roche recebeu recentemente a aprovação por parte da ANVISA – Agência Reguladora acional a aprovação do medicamento OCREVUS®, que é um anticorpo monoclonal humanizado que se liga a célula responsável ao ataque ao sistema nervoso central, bloqueando esse ataque e consequentemente retardando a progressão da doença.

OCREVUS® recebeu a aprovação para o tratamento das duas principais formas da doença, a recorrente e a primaria progressiva que até então não apresentava nenhum tratamento comprovadamente eficaz.

OCREVUS® recebeu esse parecer favorável mediante a apresentação dos dados de estudos para as duas formas da doença e com resultados robustos quanto a eficácia e um perfil de segurança comparável aos tratamentos padrão utilizados no momento.

Crédito da foto: Reprodução da internet