Witzel chega à delegacia da Polícia Federal no Galeão para prestar depoimento

Depoimento será sobre a suspeita de corrupção em contratos emergenciais durante a pandemia do coronavírus. Witzel também deve ser ouvido na sexta, sobre outro caso

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), chegou à delegacia da Polícia Federal no Aeroporto do Galeão, na Zona Norte do Rio, por volta das 15h40 desta quinta-feira (9), para prestar depoimento sobre a suspeita de corrupção na área de saúde em contratos emergenciais durante a pandemia do coronavírus.

Os advogados do governador chegaram cerca de 1h antes. Witzel também deve ser ouvido nesta sexta-feira (10/7), em outra investigação.

Pela manhã, em Nova Friburgo, o governador se defendeu das acusações:

“Vou prestar no momento oportuno as explicações. São dois inquéritos que querem que eu preste depoimento (…) Um dos inquéritos trata de uma investigação a respeito da atividade da Polícia Militar e da Polícia Civil no Rio de Janeiro. O procedimento que está no STJ é a respeito dos gastos da pandemia. Então, todos os esclarecimentos estão sendo prestados. Eu, como disse aqui, não tenho absolutamente nada a esconder. Eu não tenho participação com nenhuma empresa. No momento que eu tiver que dar o depoimento, será exatamente nesse sentido. Não tenho nenhuma relação com essas pessoas que estão sendo investigados, não tenho nenhuma relação com as empresas. As empresas, muito pelo contrário, tenho sido muito duro com as empresas. E aquelas que realmente praticaram irregularidade… Tem que tomar as providências necessárias.”

No dia 26 de maio, a Polícia Federal desencadeou a Operação Placebo, que investiga desvios de verba na saúde em ações que visavam o combate à Covid-19. Foram 12 mandados de busca e apreensão, um deles no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador e da família dele.

Outro mandado foi cumprido na casa dele, no Grajaú, na Zona Norte.

Além de documentos, os policiais federais apreenderam os celulares de Witzel e da esposa dele, Helena Witzel, que também deve prestar depoimento.

A investigação aponta que o contrato com a Organização Social Iabas, de R$ 835 milhões, tem irregularidades. A OS foi contratada de maneira emergencial para construir sete hospitais de campanha em meio à pandemia.

Além do depoimento do governador, nesta quinta também começa a contagem do prazo para que Witzel apresente a sua defesa no processo de impeachment aberto pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Ele tem o prazo de dez sessões plenárias para apresentar a defesa, que começa a valera nesta quinta-feira. O prazo acaba dia 30 de julho.

Fonte: G1

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