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Wanderley Taboada é denunciado por prática de “rachadinha” e vereador é novamente afastado

Segundo a denúncia, acatada nesta terça-feira (23/06) pelo Terceiro Grupo de Câmaras Criminais do TJRJ, a pedido do Ministério Público (MP) Estadual, a ex-servidora Thayana Schader Porto Ramos, repassava o valor de R$ 900 reais da sua remuneração líquida mensal, de maneira ininterrupta.

O vereador Wanderley Taboada, foi denunciado para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) por praticar a chamada “rachadinha”, que ocorre quando o parlamentar se apropria de parte do salário de um funcionário, a partir de um acordo pré-estabelecido ou como exigência para a função. Ele foi afastado do cargo.

Segundo a denúncia, acatada nesta terça-feira (23/06) pelo Terceiro Grupo de Câmaras Criminais do TJRJ, a pedido do Ministério Público (MP) Estadual, a ex-servidora Thayana Schader Porto Ramos, repassava o valor de R$ 900 reais da sua remuneração líquida mensal, de maneira ininterrupta. No período de um ano e oito meses, até o quinto dia útil após o recebimento de seus proventos mensais, a ex-servidora teria efetuado a retirada de sua conta pessoal a quantidade de 20 (vinte) saques, em dinheiro, e repassado ao parlamentar de forma presencial, dentro do gabinete do vereador na Casa Legislativa, localizada na Praça Visconde de Mauá, nº 89, Centro, Petrópolis/RJ. Thayana teria trabalhado no gabinete do vereador entre janeiro de 2017 e agosto de 2018.

“A servidora Thayana Schader, durante todo o período de um ano e oito meses descrito acima, sentiu-se – como, efetivamente, foi –, obrigada a efetuar o repasse que lhe foi exigido pelo VEREADOR-DENUNCIADO, até porque, conforme ela própria afirmou em seu depoimento, tinha medo de ser exonerada do cargo público, e, além disso, havia assumido dívidas particulares que tinha de honrar, somando, ainda, a atual dificuldade de se conseguir emprego”, diz um trecho do documento da denúncia entregue ao TJRJ.

Ainda de acordo com a denúncia, Thayana teria afirmado ao Ministério Público que repassava o valor de R$ 900 reais, parte do seu salário, por uma exigência feita pelo vereador antes da nomeação do seu cargo. Esta seria a condição para ser indicado e permanecer no cargo.

Além do afastamento do cargo, o TJRJ determinou a quebra de sigilo fiscal e bancário do parlamentar.

Wanderley Taborda já havia sido afastado anteriormente por determinação judicial. Ele é um dos vereadores investigados no processo que apura a origem e o destino do dinheiro encontrado na banheira da casa do político Paulo Igor, na época presidente da Câmara Municipal. Segundo a investigação, iniciais de nomes de vereadores estariam escritos em papeis encontrados junto ao dinheiro. O montante seria usado como troca de apoio político.

Taboada e outros três vereadores investigados voltaram à Câmara após terem conseguido na Justiça um habeas corpus autorizando o retorno aos cargos.

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