Uma mulher de 50 anos é a terceira paciente confirmada com meningite bacteriana no município de Teresópolis em 2019. É o segundo caso em menos de uma semana.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, este caso não tem relação com o confirmado da semana passada, quando uma criança, de 12 anos, foi identificada com a doença.

A Secretaria de Saúde informa que Teresópolis registrou, nesses últimos dias, dois casos de meningite bacteriana não especificada, em moradores de duas áreas distintas e sem contato interpessoal informado”, diz um trecho da nota oficial emitida pelo órgão.

A meningite é uma inflamação nas meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por vírus e bactérias ou, de forma menos comum, por fungos, parasitas, medicamentos e tumores.

Segundo o Ministério da Saúde, o risco de contrair meningite é maior entre crianças menores de cinco anos, principalmente até um ano, no entanto pode acontecer em qualquer idade.

A principal forma de prevenir a meningite é por meio da vacinação.

No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, ou seja, atinge a população de uma região geográfica específica. Casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno e das virais na primavera-verão.

Confira a nota de esclarecimento emitida pela Secretaria de Saúde de Teresópolis sobre os casos de meningite no município:

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE OCORRÊNCIA DE CASOS DE MENINGITE BACTERIANA

A Secretaria de Saúde informa que Teresópolis registrou, nesses últimos dias, dois casos de meningite bacteriana não especificada, em moradores de duas áreas distintas e sem contato interpessoal informado.

Note-se que se trata de casos isolados, como acontecem em todos os municípios, no Brasil e no mundo.

A meningite refere-se a uma inflamação nas meninges, membranas que revestem o sistema nervoso central.

Pode ser causada por diferentes agentes etiológicos como vírus, bactérias, fungos e protozoários. Também pode ocorrer por outras causas, como traumatismos, por exemplo.

O espectro clínico varia desde febre transitória e bacteremia, até quadros graves com convulsão e morte.

O quadro de meningite pode se instalar em algumas horas, iniciado com intensa sintomatologia, ou mais paulatinamente, em alguns dias, acompanhado de outras manifestações, geralmente indistinguíveis de outras infecções bacterianas.

Os dois casos foram atendidos imediatamente na UPA 24h Nathan Garcia Leitão e seguem sendo acompanhados pela equipe da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.

No caso dos dois casos, recentemente identificados e rapidamente tratados, houve diagnóstico de meningite bacteriana, porém não sendo, nenhum dos dois, causadas pelo agente meningococo.

Em relação aos casos ocorridos, o paciente de 12 anos permanece internado na UTI do Instituto Fernandes Figueiras no Rio de Janeiro.

A paciente de 50 anos continua internada na UPA 24h Nathan Garcia Leitão com quadro de meningite bacteriana não especificada, conforme resultados da punção liquórica e exames realizados pelo Laboratório de Meningite do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, da Secretaria Estadual de Saúde. Ela deu entrada na unidade, acompanhada de uma vizinha, com relato de desorientação, cefaleia e vômitos.

Seu quadro permanece estável, sem queixas no momento, aguardando transferência para Unidade Hospitalar, porém estando em tratamento adequado para seu quadro clinico na UPA. Não há ainda previsão de alta.

Sua transferência foi solicitada, através da Central de Regulação, aguardando retorno de disponibilização de vaga pelos Hospitais contratualizados pelo SUS.

A Secretaria de Saúde informa que não há epidemia ou surto, destacando que todas as medidas foram tomadas imediatamente pela Vigilância Epidemiológica, considerando as normas técnicas.

A Vigilância Epidemiológica das Meningites é permanente e realizada por equipe técnica capacitada para essa ação.