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Supostas vacinas contra a Covid-19 estariam sendo vendidas ilegalmente na Dark Web

A Dark Web é a última camada da internet, mais oculta que a própria Deep Web.
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Vacinas contra a Covid-19 estão sendo vendidas de forma ilegal na dark web. Pesquisadores da Karspersky encontraram anúncios para imunizantes Pfizer-BioNTech, AstraZeneca e Moderna em 15 e-commerces do mercado clandestino, em que também são vendidos medicamentos de fabricantes não certificadas.

As transações são feitas por meio de mensageiros que usam criptografia, como Wickr e Telegram. As doses custam de US$ 250 (cerca de R$ 1.433, pela cotação atual da moeda americana) a US$ 1,2 mil (R$ 6.880), valores que os criminosos exigem que sejam pagos por meio de Bitcoins ou outras criptomoedas, para evitar o rastreamento das transações.

Não é possível saber se os anúncios se referem à vacina de verdade ou a um produto falso. Nos fóruns, alguns comentários positivos de supostos compradores indicariam que o medicamento em questão é real, mas o review pode fazer parte da fraude.

Além disso, mesmo que a ampola contenha a vacina original, sua eficácia não pode ser garantida. Isso porque o armazenamento correto da vacina é de extrema importância para que ela tenha o efeito de imunização. A produzida pela Pfizer-BioNTech, por exemplo, precisa ser mantida a –70 ºC, algo só conseguido em freezers especiais. Depois de descongelada, ela dura apenas cinco dias.

A vacina da Moderna requer resfriamento a –20 ºC, o que também não é alcançado com uma geladeira comum, que pode ser usada no caso da vacina da AstraZeneca, por exemplo. Ainda assim, garantir o resfriamento apropriado durante toda a cadeia de distribuição é algo difícil de conseguir, o que significa que os compradores da dark web não têm garantias.

É preciso ter em mente, ainda, que a embalagem pode conter algo perigoso, e não apenas ineficaz.

Segundo o relatório da Kaspersky, a maioria dos vendedores é de países como França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos. Muitos deles realizaram entre cem e 500 vendas de vacinas, que, em média, saem a US$ 500 (R$ 2.866) no mercado ilegal.

Os preços, assim como a quantidade de anúncios, aumentaram significativamente após a publicação da eficácia dos medicamentos da Moderna e da Pfizer.

Certificado de vacinação falso

Pessoas que não estão preocupadas com a imunização em si estão recorrendo a certificados de vacinação falsos. O documento serve para facilitar o trânsito de pessoas, como para permitir viagens internacionais, e sai de US$ 20 a US$ 25 (R$ 115 a R$ 143).

Na dark web também vendem atestados falsos de que a pessoa não tem infecção por Covid-19, exigidos em certos países para a prática de atividades como marcar consultas médicas ou ir ao escritório. Na Rússia, por exemplo, uma certidão do tipo custa de US$ 50 (R$ 286) a US$ 70 (R$ 401).

Fonte: Techtudo

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