© Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Rússia faz pedido à OMS para que a utilização emergencial da vacina contra Covid-19 seja aprovada

Primeira vacina registrada contra o novo corona vírus no mundo aguarda aprovação da OMS para ser distribuída
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Por Guilherme Campbell

Na terça-feira (27), o governo Russo enviou um pedido de aprovação de uso emergencial da Sputnik à Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o fundo Russo de investimento direto (RDIF), a instituição responsável pela produção da vacina, o pedido foi apresentado com intuito de listar a Sputnik V como um produto médico que atenda aos principais padrões de um medicamento seguro.

A Sputnik V é uma vacina que se baseia em uma plataforma bem estudada de vetores adenovirais humanos. A Federação Russa é, atualmente, um dos primeiros países a solicitar à OMS tal pré-qualificação de sua vacina. O Programa de Pré-qualificação de Medicamentos é um programa das Nações Unidas administrado pela OMS e é o único programa global de garantia de qualidade de medicamentos, que avalia além da qualidade, fatores como segurança e eficácia dos medicamentos. Uma vez aprovado, o medicamento está incluído na lista de medicamentos pré-qualificados sujeitos ao cumprimento dos requisitos e padrões estabelecidos pela OMS e pode começar a ser distribuído.

Esse pedido do governo Russo acontece em um momento muito delicado na Europa onde os números de mortes tem crescido de forma preocupante. Países como a França, registraram, nesta terça-feira (27), 523 óbitos por Covid-19 em 24 horas como afirmam as autoridades sanitárias, um recorde no país desde abril. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mortes diárias no território europeu aumentaram quase 40% na última semana, em comparação com a semana anterior.

Em entrevista à emissora britânica BBC, a porta-voz da entidade, Margaret Harris, afirmou que França, Espanha, Reino Unido, Holanda e Rússia são responsáveis pela maioria dos casos. “A preocupação é que as unidades de terapia intensiva nos hospitais estão agora começando a se encher de pessoas muito doentes”, alertando para uma nova onda de casos.

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