Primeiro dia de castração no Bingen atende 230 animais

Até o próximo sábado (17), 1.200 animais devem ser castrados.
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No primeiro dia de castração em massa na cidade, 200 animais foram submetidos ao procedimento de castração – 70 felinos e 130 caninos – no Bingen. O trabalho começou nesta segunda-feira (12) e é realizado pela Secretaria de Saúde, com o apoio da Coordenadoria de Bem-estar Animal. Até o fim da semana, 1.200 castrações serão realizadas. Os cães e gatos foram previamente cadastrados e são de moradores de comunidades. O procedimento é importante para o controle da população de animais. É a primeira vez que a ação acontece no bairro Bingen.

“É uma ação que começa hoje e seguirá durante toda semana, com cerca de 200 procedimentos realizados por dia. Um trabalho que estamos retomando e que é fundamental para que haja controle da população de animais”, destaca o prefeito interino Hingo Hammes, que esteve na Escola Santa Maria Goretti, nesta segunda-feira (12/07).

“Essa castração feita pela prefeitura vai nos ajudar muito. Das cinco cadelas que temos em casa, só uma é castrada. Uma delas teve 11 filhotes. Conseguimos que oito fossem adotados, mas três fêmeas acabaram ficando. Consegui trazer a mãe e as três filhotes para a castração hoje, graças a Deus”, conta a costureira Andrea Alves da Silva.
Serão atendidos animais que pertencem a moradores das localidades como Bairro Castrioto, Dias de Oliveira, Duarte da Silveira, Manoel Torres, Capela, entre outras localidades.

“Os trabalhos são organizados pela Coordenadoria de Vigilância Ambiental da Vigilância em Saúde, que é responsável pela vacinação animal e já vinha mapeando a necessidade das castrações. As equipes dos postos de Saúde fizeram o cadastro prévio dos animais e orientaram os responsáveis sobre os cuidados necessário para o procedimento”, explica o secretário de Saúde Aloisio Barbosa da Silva Filho, lembrando que a realização do trabalho é feita em parceria com a Coordenadoria de Bem-estar Animal (Cobea).

A castração em massa é feita por uma empresa terceirizada, que faz as cirurgias dentro de um castramóvel que ficará instalado até sábado na Escola Municipal Santa Maria Goretti, no Capela.

Para serem castrados, os cães e gatos foram inscritos nas unidades de saúde da família da região: ESF São João Batista, ESF Bairro Castrioto e ESF Com. Menino Jesus de Praga. Entidades protetoras da causa animal tiveram um percentual de cirurgias garantidas, por meio da Coordenadoria de Bem-Estar Animal (Cobea).

“Além da castração do animal fazemos aqui todo um trabalho de orientação, com palestras de conscientização sobre as responsabilidades que os tutores devem ter com os animais”, explica o coordenador da Cobea, João Valois Correia de Queiroz Oliveira.

A coordenadora da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Alessandra Cardoso, destacou a importância do cadastro prévio para a realização dos procedimentos “Além de ser importante para a organização dos trabalhos, no momento do cadastro os proprietários recebem informações sobre o preparo que os animais precisam ter para passar pelo procedimento: a importância do jejum para a cirurgia, informações sobre o procedimento que será realizado e riscos da operação. Eles também são conscientizados da importância no controle da reprodução e de algumas doenças relativas à reprodução animal”, explica. No momento do cadastro os tutores receberam cartilhas e folders informativos.

A região foi selecionada por fatores socioeconômicos, como o aumento no número de animais com doenças transmissíveis, em uma região que ainda não havia sido contemplada dentro do Projeto de controle populacional de cães e gatos com Unidade Móvel. Outro fator de avaliação foi a região apresentar alto quantitativo de animais vacinados contra raiva.

“É fundamental que tenhamos este tipo de ação em áreas de vulnerabilidade social, como estamos fazendo aqui. Em levantamentos feitos durante as campanhas de vacinação animal, verificamos que havia muitos cãe e gatos não castrados aqui. Além de controlar a população de animais, o procedimento evita que os animais desenvolvam doenças, como tumores. No caso dos gatos, por exemplo, ela é muito importante, pois reduz muito os riscos da esporotricose, que pode ocorrer nos felinos, que sem a castração, se envolvem em brigas”, explica a veterinária da Vigilância Ambiental, Alba Valeria de Almeida Barcelos Dias.

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