População fica na expectativa pelo fim da cobrança dos R$ 42 do rotativo

A cobrança no valor de R$ 42 praticada como tarifa de regulamentação pode estar pestes de chegar ao fim. Isso, claro, se o prefeito Bernardo Rossi sancionar o Projeto de Lei 2715/2019, de autoria do vereador Jamil Sabrá, que torna a cobrança do estacionamento rotativo proporcional ao tempo de utilização pelo usuário. Mas, faltando apenas dois dias para o fim do prazo legal para sansão ou veto a assessoria de comunicação do prefeito nos deu uma pista. Segundo a Prefeitura, o petropolitano e o turista tem a oportunidade de usar uma área nobre e limitada de forma democrática, em se tratando do sistema de rotativo.

O município entende que o regulamento atual do rotativo é a forma mais democrática de se usar o espaço público, que em nossa cidade está concentrado no Centro Histórico e, indubitavelmente, oferece, não só ao cidadão petropolitano, mas, aos turistas, a oportunidade de usar uma vaga em uma área tão nobre, no sentido de sua limitação. A prefeitura entende que o regulamento possa ser melhorado no sentido de atender aquele usuário que por diversos motivos descumpriu o regulamento quanto ao tempo na vaga e, por isso, solicitou a CPTrans um estudo para reparar o valor absoluto da tarifa de regularização. Com isso, a CPTrans irá apresentar uma proposta que foi desenvolvida juntamente a operadora do sistema para relativizar esta tarifa”, diz a nota enviada pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura.

Dados do Detran apontam que o estacionamento irregular está entre as infrações mais cometidas em Petrópolis – 28.204 só em 2018, dados mais recentes do departamento. Coincidência ou não, essa acaba sendo a punição para o usuário que se esquece de renovar seu bilhete de estacionamento rotativo e que se recusa em pagar os R$ 42 cobrados pela subconcessionária que administra o serviço, a SinalVida.

O autor do Projeto de Lei, explica que a demanda de reclamações que chegam diariamente sobre esse tipo de cobrança é grande, mas entende que é necessária a regulamentação do trabalho, desde que isso não onere, de forma quase que exploratória, o usuário. “É por isso que o projeto não quer, necessariamente, acabar com essa cobrança, mas, sim, torná-la proporcional. Isso garante que não haja renúncia de receita, que o município arrecade para investir no trânsito, mas que, de forma alguma, isso prejudique o usuário”, explicou o vereador Jamil Sabrá em entrevista exclusiva ao Giro.

Na prática, caso o projeto seja sancionado, irá funcionar assim: se o usuário colocou R$ 3,50 para parar o carro em uma vaga durante 1h, mas, por algum motivo, precisou ficar mais tempo que isso e não conseguiu renovar seu bilhete, ele poderá, ao chegar no veículo, ir em qualquer canal de cobrança da subconcessionária e pagar apenas o valor excedente. Nos moldes como é praticado atualmente, o usuário que se esquece de pagar o rotativo, tem que pagar os R$ 42.

Uma enquete publicada pelo Giro na noite da última segunda-feira (10) e que já recebeu mais de 1.100 votos até às 23h desta terça, apontam o clamor popular: quase 950 usuários pedem pelo fim da multa como é praticada hoje. Os comentários dizem a respeito da forma como a empresa opera: “Desproporcional a multa. Por 15 minutos, que na prática daria menos de R$1,50 você paga R$ 42 em caso de não renovar seu bilhete. Agora saberemos quem são os beneficiados com a vinda da SinalPark. Se vetar vai ficar claro de quem é o interesse!”, aponta um usuário.

Um outro usuário, a favor do sistema atual, escreveu: #souafavordamulta , mas sofreu com retaliações contra sua opinião. Cabe ressaltar que o Giro Serra não defende este tipo de comportamento e lamenta a atitude tomada por parte de alguns seguidores que se posicionaram contra a opinião do seguidor. Nossa página é um espaço democrático e respeita todas as opiniões.

Nossa equipe solicitou uma entrevista com o prefeito Bernardo Rossi para falar sobre o assunto, mas não houve resposta a respeito da solicitação.

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