Polícia Civil prende homem e mulher por envolvimento em morte de jovem desaparecida

Caso foi solucionado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) em 11 dias
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Policiais civis da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prenderam, nesta quinta-feira (04), um homem e uma mulher investigados por homicídio qualificado por feminicídio e ocultação de cadáver de uma jovem, de 18 anos, que estava desaparecida desde o dia 21 de janeiro. 

Dias antes do assassinato, a jovem solicitou uma corrida de transporte por aplicativo, no município de Magé. Ela embarcou no bairro Fragoso e foi até o bairro de Piedade, onde desembarcou e nunca mais foi vista. Três dias depois, a mãe dela comunicou seu desaparecimento na 66ª DP (Piabetá), que encaminhou o registro de ocorrência à DHBF. Um inquérito foi instaurado no Setor de Descoberta de Paradeiros da unidade, que ficou responsável pelas investigações.

Em depoimentos anteriores, o acusado, que é ex-namorado da vítima, e a mulher presa, que é a atual namorada dele, informaram que dormiram juntos na casa dela durante a noite do dia 21 para o dia 22 de janeiro e teriam se encontrado no mesmo local e horário aproximado em que a vítima desembarcou do veículo. Ele disse, ainda, que não mantinha contato pessoal ou virtual com a jovem desde outubro do ano passado, quando sua atual companheira visualizou trocas de mensagens.

Durante as investigações foram encontradas mensagens trocadas por rede social entre o autor e a vítima nos dias que antecederam o desaparecimento, bem como na data do fato, ficando claro que combinaram o encontro para o qual a vítima se dirigiu. Diante da constatação que a dupla mentiu em seus depoimentos, os agentes representaram pela prisão temporária do casal e os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça.

Nas mensagens encontradas, o autor simulou o término do relacionamento com a atual namorada, pois já tinha objetivo de matar a jovem, conforme depoimento prestado após a prisão, informando que terminou outros dois namoros por ter sido pressionado pela vítima e acreditava que a morte dela traria “tranquilidade diante dos conflitos psicológicos e emocionais.”

A vítima foi para a casa do acusado e, após uma discussão, foi esganada até desmaiar e, em seguida, teve o pescoço cortado, resultando em sua morte. O corpo foi enrolado em lençol e edredom e deixado na casa em que o homem mora com a mãe, que não estava presente naquela noite. Depois, teria ido ao encontro da namorada, com quem teria dormido, segundo sua versão. Na manhã do dia seguinte, ele acordou, retornou para casa e enterrou o corpo de Jeniffer em uma cova rasa no quintal do vizinho, onde há uma casa em construção, e foi encontrado, nesta quinta-feira (04). 

– Consta ainda no depoimento do autor que a atual namorada só soube do homicídio na ocasião da prisão, fato que segue em apuração diante das contradições e mentiras encontradas nos depoimentos pretéritos. Em seu interrogatório, ele afirmou que não se arrependeu do crime e faria de novo, mas acreditou que o corpo não seria encontrado – disse o titular da DHBF, delegado Alcântara Machado.

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