Passageiros sofrem com a aglomeração nos ônibus mesmo após a reabertura do comercio

Diversas linhas continuam com a frota reduzida durante a semana, adotando os horários de final de semana

O Giro Serra tem recebido diversas reclamações e relatos de aglomeração nos ônibus que circulam pela cidade. Segundo as denúncias, as empresas de transporte coletivo não acompanharam a reabertura do comercio, e continuam adotando durante os dias da semana os mesmos horários estabelecidos para os finais de semana, quando a frota é reduzida.

No bairro Espírito Santo, por exemplo, os passageiros que dependem do ônibus da linha 428 (Viação Petro Ita) reclamam da lotação constando do coletivo.

Estamos com horários de Domingo e Feriados com 2 Ônibus no bairro Espírito Santo 428 viação Petro Ita, com lotação em plena Pandemia!”, disse uma passageira que pediu para não ser identificada.

“A Prefeitura ou a Petro Ita precisa tomar providências isso é inadmissível… nao estão preocupados com a população que precisa pegar o trabalho público pra chegar ao trabalho oi em suas residências…”, concluiu a passageira.

Uma outra usuária também se manifestou: “Gostaria de estar aqui expondo a minha indignação em relação ao desrespeito com o usuário do transporte público”, disse ela.

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que lugares como o transporte público é um dos mais arriscados em relação ao contágio do novo coronavírus. O principal motivo seria a aglomeração.

“O risco não está nos locais em si, está nas aglomerações nele, por exemplo. Quanto mais a gente tiver a aglomeração, mais vamos ter esse vírus circulando. Ambientes fechados como os ônibus e metrôs, que possuem alto risco, sempre estão com várias pessoas cotidianamente. Já nas unidades de saúde, muitas pessoas doentes ocupam o mesmo espaço”, explica o infectologista cearense Kenny Colares, em uma entrevista recente ao Diário do Nordeste.

Além disso, o infectologista aponta que a circulação de ar faz toda diferença para entender como o vírus pode se espalhar. Este, inclusive, é outro problema do transporte público: na maioria das vezes, não possibilitam uma ventilação adequada. Nesse sentido, ele afirma que o ambiente domiciliar é exatamente o mais indicado para se proteger da infecção. No entanto, nem todas as realidades do país são similares.

O Giro Serra entrou em contato com o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) para entender o motivo das frotas de ônibus ainda não terem voltado a circular de acordo com a demanda que visivelmente cresceu durante o processo de reabertura do comercio. Estamos aguardando o posicionamento do sindicato.

A Prefeitura de Petrópolis se pronunciou informando que a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) tem continuamente trabalhado para regularizar a oferta das frotas de ônibus na cidade, desde quando iniciaram as flexibilizações. Confira a nota emitida pela prefeitura:

A CPTrans atua continuamente para regularizar a oferta e demanda das frotas de ônibus da cidade desde o início da flexibilização. A CPTrans também promove fiscalização e correções diárias e pontuais de linhas que apresentam algum tipo de deficiência. Houve reforço de operação em 38 linhas desde o início da flexibilização. Todas as decisões relacionadas as linhas em operação são feitas com embasamento técnico, que correlaciona a demanda e procura pela mesma ao longo de todo o dia. Quando existe uma deficiência, a CPTrans realiza a regularização da oferta nos horários necessários.

Não existe nenhuma previsão para o retorno das linhas intermunicipais. Para acessar a Rua Teresa, o interessado deve estar municiado com o voucher das lojas e somente irá acessar a cidade com o comprovante, independente do meio de transporte que utiliza.

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