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Leões podem estar extintos até 2031 com um declínio de 97% da espécie

Não é segredo que as populações de leões estão em declínio. Apenas no século passado, a população da espécie na África diminuiu quase 97%, muitos relatórios sugeriram que os leões selvagens poderiam ser extintos até 2020.

Na realidade, os leões já estão extintos em 26 países africanos, mas enquanto as espécies podem ter sobrevivido até um prazo iminente, com apenas 20 mil representantes remanescentes na natureza, a ONG internacional de proteção à vida selvagem, Born Free, está pedindo ao público que ajude a mudar essas estatísticas. Se o declínio das populações dos felinos continuar na mesma proporção e velocidade, os leões poderão ser extintos até 2031, alerta a entidade.

Mas nem tudo é desgraça, como parte de sua Campanha Últimos Leões de Meru, a Born Free está destacando como o apoio aos esforços de conservação pode fazer a diferença e nos salvar de um mundo sem os reis da selva. Lar da famosa Elsa (a leoa cuja história foi contada no livro e filme originais da Born Free) o Parque Nacional Meru, onde ela morava, foi tragicamente dizimado por caçadores na década de 1980. Nos anos 2000, foram feitos esforços conjuntos para trazer novamente vida selvagem ao parque e tornar sua gestão efetiva. Em 2014, a Born Free, trabalhando ao lado do Kenya Wildlife Service (Serviço de Vida Selvagem do Quênia), lançou sua iniciativa “Pride of Meru” para revitalizar ainda mais o parque, agora não é apenas o lar de uma população estável de 60 a 80 leões, mas também uma série de outros animais selvagens, incluindo 35 mamíferos, 400 aves e 40 espécies de répteis.

O parque Meru ainda tem um longo caminho a percorrer, mas a Born Free procura aumentar a proteção, o monitoramento e o rastreamento da população de leões, além de expandir seu trabalho de conservação em toda a área protegida de Meru e “reacender” todo o ecossistema para que outras espécies possam florescer mais uma vez.

Will Travers OBE, presidente e co-fundador da Born Free, disse em um comunicado: “Nosso trabalho no Parque Nacional Meru é um exemplo maravilhoso de quão resiliente nosso mundo pode ser e de como a natureza se recuperará se todos trabalharmos juntos. Uma vez que a caça no parque foi controlada, a vida selvagem foi capaz de se restabelecer nos diversos habitats encontrados nesta área protegida única. Ao implementar nosso projeto de monitoramento de leões, trabalhando com comunidades locais e escolas próximas ao parque, educando e capacitando as pessoas e destacando a importância da conservação da vida selvagem, fomos capazes de incentivar a coexistência e promover meios de subsistência mais sustentáveis, que funcionem para as comunidades locais que vivem em torno de Meru e sua vida selvagem”.

“Mas este é apenas o primeiro passo. Nosso plano, baseado no sucesso de nosso trabalho de proteção e na próspera vida selvagem de Meru, é expandir nossos esforços em toda a Área de Conservação de Meru, abrangendo mais de 4.000 km2, incluindo o Parque Nacional Kora e as reservas nacionais de Bisinadi e Mwingi”.

“Começando com Meru, devemos redobrar nossos esforços para salvar e proteger os leões da África agora mais do que nunca – um mundo sem eles é simplesmente inimaginável”.

Virginia McKenna OBE, atriz e cofundadora de Born Free, acrescentou:

“É difícil acreditar que se passaram 56 anos desde que cheguei ao Quênia com meu marido Bill e nossa jovem família para filmar Born Free. Mal sabíamos que nossas vidas seriam mudadas para sempre pela história única e inspiradora de Elsa, a leoa, a incrível compaixão de George e Joy Adamson e os laços que formamos com alguns dos leões com quem trabalhamos no filme”.

“Naquela época, Meru era famoso por sua fauna abundante e, dizem alguns, até rivalizava com a famosa reserva de Maasai Mara. No entanto, tragicamente, na década de 1980, Meru foi invadida por caçadores e sua vida selvagem foi dizimada. Mas hoje Meru está revivendo”.

“Na Born Free, queremos um mundo em que os leões vaguem livremente, a salvo de caçadores e conflitos entre humanos e animais selvagens. Onde as pessoas ao redor do parque e a vida selvagem dentro dele possam coexistir pacificamente. Onde a natureza prospere”.

“Estou pedindo às pessoas que compartilham nossa visão que se juntem a nós e ajudem a garantir um futuro para os leões selvagens”.

Fonte: ANDA

Crédito da foto: Divulgação

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