Foto: Arquivo/Agência Brasil/Ricardo Wolffenbuttel/Secom/Governo Santa Catarina)

Geadas afetaram produção de alimentos e preços devem subir

Café, hortaliças e frutas estão na lista de mercadorias que podem ficar mais caras.
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A queda da temperatura, acompanhada de geada, causa estragos no campo e tende a pressionar os preços de produtos cultivados em parte do Sul e do Sudeste. Café, hortaliças e frutas estão na lista de mercadorias que podem ficar mais caras.

Plantações de café em São Paulo e em Minas Gerais já foram prejudicadas por geadas ocorridas neste mês de julho. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Fábio de Salles Meirelles, relata ter sido feito levantamento, por meio da rede de sindicatos rurais filiados, sobre as perdas provocadas pelas geadas ocorridas em 19 e 20 de julho. “Foram dois dias de frio intenso e abrangente, que provocou danos em várias cadeias produtivas, especialmente na cafeicultura, cana-de-açúcar, milho e pastagens. Prejuízos foram reportados também nos pomares de citros, cultivos de trigo, mandioca, frutas e hortaliças”, informa, enumerando as culturas mais atingidas.

No boletim, divulgado na noite desta terça-feira (27), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) afirma que as lavouras de milho de segunda safra que estão em fase de enchimento de grãos e as de trigo em estágio de floração podem ser atingidas pelo fenômeno climático em São Paulo e no Paraná. Em ambos os Estados, o risco é de geada de moderada a forte. A companhia informa, citando dados do Inmet, que também há previsão de eventos pontuais de geada em Mato Grosso do Sul, o que poderia afetar as lavouras de milho safrinha e de trigo. “Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, as lavouras de trigo estão em estádios menos suscetíveis aos danos causados por geadas”, pondera a Conab.

A Conab também informou a avaliação das culturas e dos possíveis danos que as geadas podem causar. Sobre o milho safrinha, a Conab disse que deve haver redução da produção em virtude da estiagem severa e da geada nas lavouras em estágios de floração e enchimento de grãos em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. “Para o trigo, a expectativa também é de que haja diminuição devido à restrição hídrica em Goiás e da geada nas lavouras em estádios mais avançados em Mato Grosso do Sul, São Paulo e oeste do Paraná”, aponta a companhia. Nos demais estados, conforme a Conab, as condições são favoráveis para o desenvolvimento do cereal.

Quanto ao café, a Conab apontou que a produção está sendo avaliada e que se espera redução em virtude do déficit hídrico. “Não há, no entanto, expectativa de impacto significativo da geada na safra corrente, que está com mais de 60% da área colhida sob condições favoráveis”, pondera a companhia.

Em relação à cana-de-açúcar, a companhia relata que houve queima das folhas de parte dos canaviais do Centro-Sul do País. Essa queima acentuou as perdas causadas pelo estresse hídrico, pontua a Conab. “As unidades de produção sucroalcooleiras estão adiantando as operações de colheita para estimular a rebrota dos canaviais e minimizar as perdas da produção”, destaca a companhia.

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