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Família pede retorno do serviço de Home Care para criança internada na UTI Neonatal da Unimed Petrópolis

Família recebeu a notícia, nesta quinta-feira (10), que o serviço de Home Care seria suspenso durante a permanência da criança na UTI Neonatal.

João Pedro Gastadel, de apenas nove anos, é portador de uma doença rara e degenerativa, que necessita de acompanhamento próximo e diário. Ele está internado na UTI Neonatal do Hospital Unimed, porém, as duas pessoas da família que estavam diariamente com a criança, a mãe e a irmã, foram diagnosticadas com Covid-19 e estão em quarentena.

Para agravar ainda mais o caso, a família recebeu a notícia, nesta quinta-feira (10), que o serviço de Home Care seria suspenso durante a permanência da criança na UTI Neonatal.

Home Care é o termo em inglês para a assistência médica domiciliar, que significa “cuidados em casa”. Trata-se, portanto, de uma internação domiciliar. Ou seja, é a continuidade do tratamento hospitalar que é realizado na residência do paciente.

A justificativa do hospital para a suspensão do serviço de Home Care é baseada no fato da criança estar acompanhada por “uma equipe multidisciplinar da UTI Neonatal/Pediátrica” dentro do hospital. Esta equipe é capacitada e especializada em tratamento intensivo pediátrico.

A família do João Pedro diz que não aceita a suspensão, pois as enfermeiras que cuidam da criança, há mais de cinco meses, já conhecem as necessidades do paciente e conseguem identificar qualquer necessidade urgente.

“Enquanto ele estava em isolamento com suspeita de Covid, o gerenciamento [se referindo ao serviço de Home Care] estava pagando as enfermeiras. Agora, alegam que a criança poderia ficar com atendimento somente das enfermeiras do hospital, após não ter mais o vírus. Porém, sabemos que isso não é possível, pois, em nossa ausência, restam apenas as profissionais que ele já estava acostumado”.

Diante da suspensão, a família reuniu esforços e com a ajuda de amigos vai custear as despesas com as enfermeiras, evitando assim que o paciente não fique sozinho neste momento.

Em nota, o Hospital Unimed Petrópolis esclareceu que não interrompeu o serviço de Home Care, mas o suspendeu temporariamente. “A Unimed Petrópolis esclarece que não houve interrupção e sim suspensão temporária do serviço de Home Care da criança João Pedro e também informa que não deixará de prestar o serviço regularmente após a alta hospitalar da criança”, diz o hospital.

Sobre o acompanhamento da criança, o hospital informa que somente responsáveis legais são autorizados a permanecer na UTI Neonatal, decisão baseada no artigo 12 do Estatuto da Criança e Adolescente que prevê que apenas pai, mãe ou responsável legal poderá permanecer como acompanhante em Unidades de Tratamento Intensivo.

“João Pedro está recebendo tratamento intensivo na UTI Neonatal/Pediátrica do Hospital Unimed Petrópolis que, assim como qualquer outra unidade de tratamento intensivo, não se é permitida a permanência de acompanhantes que não se enquadrem na categoria de responsáveis legais. Os técnicos de enfermagem terceirizados que prestam serviço à criança João Pedro cumprem serviço sob contrato e não se enquadram na definição de responsável legal”, explica a Assessoria de Comunicação da Unimed Petrópolis.

“O Estatuto da Criança e Adolescente, no artigo 12, prevê que apenas um representante legal, pai, mãe ou responsável que poderá permanecer como acompanhante em Unidades de Tratamento Intensivo”, complementa.

A Unimed Petrópolis aproveita para enfatizar que não são somente enfermeiras que fazem o acompanhamento da criança. De acordo com o hospital, uma equipe multidisciplinar da UTI Neonatal/Pediátrica está disponível para atuar no caso do paciente.

“A equipe multidisciplinar da UTI Neonatal/Pediátrica, formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fonoaudióloga, fisioterapeuta, nutricionista, entre outros profissionais, são altamente capacitados e especializados em tratamento intensivo pediátrico”.

“Como os familiares se encontram impossibilitadas de visitar a criança, por isolamento de doença ocasionadora da Pandemia, e entendendo esse momento de sofrimento e afastamento da família, o coordenador médico da UTI Neonatal, Dr Gustavo Benvenutti está em contato constante com a família, principalmente com a mãe da criança, Carolina Gastadel Machado, reforçando que nenhuma informação ou cuidado está sendo omitido”, finaliza o hospital.

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