Estudo diz que cada habitante do Mundo desperdiça 121Kg de comida por ano

Quantidade de alimentos desperdiçados podem alimentar até cidades inteiras que sofrem com a fome.
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Cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos foram desperdiçados em 2019 na cadeia de consumo. É o equivalente a uma fila de caminhões de 40 toneladas dando sete voltas pela Terra, cada um completamente carregado. O dado vem de levantamento global organizado pelo Progama das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (Pnuma) e a organização inglesa Warp, lançado na última semana.

O índice mostra ainda que uma pessoa joga fora 121 quilos de comida em média ao ano. O número inclui tanto o consumidor final quando o varejista, e, nesse universo, a maior fatia de desperdício fica com os lares: domicílios desperdiçam cerca de 74 Kg ao ano.

Os especialistas dão conta de que, globalmente, 17% dos alimentos vão para o lixo na etapa do consumo. Restaurantes, bares e outros serviços alimentares responder por 5%, varejistas por 2% e domicícilos, por 11% (a soma dá 18% devido a um arredondamento desses dados, reporta a pesquisa).

O programa da ONU sugere que o problema é compartilhado por igual entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. No caso dos mais pobres, lares chegam a desperdiçar 91 kg de comida ao ano. “Isso se dá porque a classe média baixa tem mais dificuldades de planejar as compras, por vezes não têm os meios para preservar bem os alimentos e um segmento ainda não reaproveita as sobras das refeições”, diz ao Estadão Gustavo Porpino, especialista no tema da Embrapa Alimentos e Territórios (Maceió-AL) que colaborou como revisor do estudo. 

Desde os últimos anos, o Brasil encara o fantasma do retorno ao Mapa da Fome, índice que registra as nações em que ao menos 5% da população enfrenta insegurança alimentar severa. Ano passado, dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO / ONU) apontam que a insegurança alimentar como um todo é realidade para cerca de 43,1 milhões de brasileiros. Já a subnutrição atingiu 3,4 milhões (ou 1,6% da população brasileira) entre 2017 e 2019.

Especialistas tiveram um avanço desse indicador com a crise da covid-19, uma inflação dos alimentos que compõem a cesta básica brasileira e a evolução incontínua do auxílio emergencial.

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