Foto: Reprodução / Governo do Estado do Ceará

Em abril, indústria recua em nove dos 15 locais pesquisados

A média móvel trimestral recuou em onze dos quinze locais pesquisados e as quedas mais acentuadas foram na Bahia (-8,9%) e no Ceará (-8,2%).
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Com a redução de 1,3% na indústria nacional, de março para abril de 2021, na série com ajuste sazonal, nove dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram taxas negativas. As quedas mais acentuadas ocorreram na Bahia (-12,4%) e Região Nordeste (-7,8%). Já os maiores avanços foram no Amazonas (1,9%) e Rio de Janeiro (1,5%).

Frente a abril de 2020, 12 dos 15 locais pesquisados mostraram resultados positivos. A média móvel trimestral recuou em onze dos quinze locais pesquisados e as quedas mais acentuadas foram na Bahia (-8,9%) e no Ceará (-8,2%).

O acumulado no ano foi positivo em 10 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Santa Catarina (24,4%) e Rio Grande do Sul (20,5%). Já o acumulado em 12 meses, teve oito dos 15 locais pesquisados com taxas positivas.

Na série com ajuste sazonal, nove dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas. Bahia (-12,4%) e Região Nordeste (-7,8%) tiveram as quedas mais intensas. Ambos tiveram seu quinto resultado negativo, acumulando perdas de 31,8% e 17,1%, respectivamente.

Goiás (-3,6%), São Paulo (-3,3%), Pernambuco (-2,4%) e Santa Catarina (-2,0%) também recuaram abaixo da média nacional (-1,3%), enquanto Ceará (-1,2%), Mato Grosso (-1,1%) e Minas Gerais (-0,9%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas em abril.

Por outro lado, Amazonas (1,9%) e Rio de Janeiro (1,5%) tiveram as maiores altas no mês, com o primeiro marcando a segunda taxa positiva consecutiva e acumulando no período ganho de 11,0%; e o segundo eliminando parte da perda de 5% verificada no mês anterior. Espírito Santo (0,9%), Pará (0,3%), Rio Grande do Sul (0,3%) e Paraná (0,2%) assinalaram os demais resultados positivos em abril de 2021.

A média móvel trimestral teve redução de 1,5% no trimestre encerrado em abril de 2021 frente ao nível do mês anterior, acentuando, a queda observada em março último (-1%). Em termos regionais, 11 dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas, com destaque para os recuos mais acentuados na Bahia (-8,9%), Ceará (-8,2%), Região Nordeste (-4,6%), Rio Grande do Sul (-3,1%), Pernambuco (-2,3%), Santa Catarina (-1,7%) e Pará (-1,6%).

Amazonas (3,3%) e Mato Grosso (2,2%) assinalaram os principais avanços em abril de 2021.

Na comparação com abril de 2020, houve crescimento de 34,7% em abril de 2021, com 12 dos 15 locais pesquisados apontando resultados positivos. Ambos os meses tiveram o mesmo número de dias úteis (20). Os resultados positivos foram influenciados pela baixa base de comparação, já que o setor industrial foi pressionado, em abril de 2020, pelo isolamento social por conta da pandemia da COVID-19.

Amazonas (132,8%) e Ceará (90,2%) tiveram os maiores avanços. Paraná (55,1%), Rio Grande do Sul (53,8%), Santa Catarina (50,5%) e São Paulo (45,5%) também registraram taxas acima da média da indústria (34,7%), enquanto Minas Gerais (32,5%), Pernambuco (31,4%), Espírito Santo (26,1%), Região Nordeste (20,2%), Rio de Janeiro (10,3%) e Pará
(6,0%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em abril de 2021.

Por outro lado, Bahia (-10,0%) e Goiás (-8,7%) apontaram os recuos mais intensos em abril de 2021. Mato Grosso, com queda de 2,0%, também mostrou taxa negativa.

No acumulado do ano de 2021 (janeiro-abril), frente a igual período do ano anterior, a expansão verificada na produção nacional alcançou 10 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Santa Catarina (24,4%) e Rio Grande do Sul (20,5%). Paraná (18,1%), Ceará (17,7%), Amazonas (17,2%), São Paulo (16,4%) e Minas Gerais (14,4%) também registraram taxas positivas mais acentuadas do que a média nacional (10,5%), enquanto Pernambuco (9,4%), Pará (3,8%) e Espírito Santo (1,7%) completaram o conjunto de locais com avanço na produção no índice acumulado no ano.

A Bahia (-16,3%) apontou o recuo mais intenso no índice acumulado do ano. Goiás (-6,4%), Mato Grosso (-6,3%), Região Nordeste (-1,4%) e Rio de Janeiro (-1,3%) também mostraram taxas negativas no indicador acumulado do período janeiro-abril de 2021.

Na comparação quadrimestral, o primeiro quadrimestre de 2021, ao avançar 10,5%, intensificou o crescimento do último quadrimestre de 2020 (3,5%) e que interrompeu o comportamento negativo presente desde o último quadrimestre de 2018 (-1,6%) – todas as comparações contra igual período do ano anterior.

O aumento na intensidade da produção industrial, do terceiro quadrimestre de 2020 (3,5%) para o primeiro quadrimestre de 2021 (10,5%) também foi observado em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Santa Catarina (de 10,6% para 24,4%), Rio Grande do Sul (de 9,0% para 20,5%), São Paulo (de 5,1% para 16,4%), Ceará (de 9,1% para 17,7%), Paraná (de 9,6% para 18,1%), Minas Gerais (de 6,3% para 14,4%), Amazonas (de 10,0% para
17,2%) e Espírito Santo (de -5,0% para 1,7%).

Por outro lado, Bahia (de -1,7% para -16,3%), Goiás (de -2,1% para -6,4%) e Região Nordeste (de 2,8% para -1,4%) assinalaram as perdas entre os dois períodos. O acumulado dos últimos doze meses, ao avançar 1,1% em abril de 2021, interrompeu 22 meses de taxas negativas consecutivas e permaneceu com a trajetória predominantemente
ascendente iniciada em agosto de 2020 (-5,7%).

Oito dos 15 locais pesquisados registraram taxas positivas em abril de 2021 e em 13 deles a taxa de abril superou a de março último. Amazonas (de -5,2% para 4,4%), Ceará (de -4,4% para 3,0%), Rio de Grande do Sul (de -1,7% para 4,7%), Santa Catarina (de 0,9% para 6,6%), Paraná (de -1,0% para 4,7%), São Paulo (de -3,5% para 1,8%), Pernambuco (de 3,4% para 7,4%) e Minas Gerais (de 0,7% para 4,6%) mostraram os principais ganhos entre março e abril, enquanto Pará (de 0,9% para -0,4%) e Goiás (de 0,8% para -0,3%) recuaram.

Fonte: IBGE

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últimos 12 meses, de 8,06%, acima dos 6,76% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2020, a taxa havia sido -0,38%.

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