Foto: Reprodução

Delegado preso em Petrópolis é denunciado por divulgar informações do caso Marielle

O Delegado preso por cobrar propina de lojistas da Rua Teresa, teria tido acesso à informações sigilosas do Caso Marielle.
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O Delegado da Polícia Civil Maurício Demétrio, preso no último mês de junho após cobrar propina de lojistas que vendiam roupas falsificadas na Rua Teresa, foi denunciado por meio de duas promotoras do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), após descobrirem que ele recebeu informações secretas do Caso Marielle e Anderson. As informações foram divulgadas pelo Jornal, “RJ-2”, da Tv Globo.

As informações que pertencem ao processo, estavam no e-mail de um ex-oficial da Polícia Civil que teve seu sigilo telemático quebrado em virtude das investigações. O ex-policial também seria ligado à contravenção penal, além de ser investigado pelas mortes de Marielle e Anderson.

Demétrio relatava que este ex-policial civil era um desafeto seu, que estaria o observando e colocando sua vida em risco. De acordo com o Delegado que foi preso, ele seria supostamente vítima de uma organização criminosa.

Porém, segundo o que foi relatado pelas promotoras do MPRJ, esta foi uma demonstração de força e poder contra antigos adversários. Com as informações, o delegado teria protocolado petições no Ministério Público Eleitoral (MPE) e também no Ministério Público Federal (MPF). Informações secretas do caso acabaram expostas, sem autorização judicial e Maurício Demétrio denunciado por crime de violação de sigilo. Demétrio chegou a procurar a DHCapital, onde o caso Marielle é investigado, para formalizar o acesso aos dados sigilosos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o então responsável pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHCapital), delegado Moysés Santana, disse em depoimento ter recebido Demétrio a pedido do secretário de Polícia Civil, Alan Turnowsky, para que o ajudasse no que fosse possível, mas que, em nenhum momento, forneceu qualquer documento de conteúdo sigiloso. Santana entregou a Demétrio um documento confidencial com informações que dão conta de que ele estaria sendo monitorado pelo titular das contas de telemática identificadas. O então titular foi exonerado da DH por Turnowsky.

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