Como identificar se você está em um relacionamento abusivo

Os relacionamentos abusivos tem se intensificado durante a pandemia do coronavírus, quando casais acabam ficando isolados da sociedade, amigos e familiares, o número de ocorrências e relatos acabam aumentando, segundo o psicólogo e escritor Alexander Bez.

Nesta semana o caso Leonice Teixeira, mulher de 32 anos assassinada a tiros em Camboriú, por seu marido, chocou o Brasil e despertou novamente a população sobre o feminicídio e o abuso que muitas mulheres acabam sofrendo dentro da relação.

Segundo a Polícia Militar, o marido Ricardo Ralf, de 34 anos, atirou duas vezes na mulher quando ela tentava ir embora de casa com os filhos. A corporação diz que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento, versão confirmada pela família.

A recorrência de casos de feminicídio é impressionante e revoltante, especialmente no Brasil. Entretanto, na maioria dos casos há indícios previamente estabelecidos que delatam a intenção do criminoso. Essas ações são denotadas pela verbalização, manipulação e agressão, por exemplo. É fundamental que a mulher esteja atenta e busque ajuda assim que sentir-se envolvida nesse tipo de relação”, afirma Alexander.

Segundo o especialista, homens com perfis agressivos, manipuladores e abusivos normalmente possui um desejo psicológico irreversível, faz parte de sua personalidade. Segundo a família de Leonice Teixeira, Ricardo apresentava todas as ações típicas de um abusador, como manipulação, ameaças e agressões.

Se atentar as manifestações ocorridas no expediente da relação é crucial, assim como também não esperar a mudança de comportamento agressivo do companheiro. A melhor alternativa para essas mulheres é observar situações do dia a dia, escutar conselhos de familiares e amigos, e não aceitar nenhum tipo de constrangimento dentro de casa. E lembre-se, a mulher nunca é a culpada!”, conclui, psicólogo.

 

Não se deve romantizar abusos sofridos. É preciso noticiar quando ocorrer violências: física, moral e psicológica!

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