Cientistas da USP criam tratamento com zika vírus contra câncer e buscam apoio

A técnica brasileira vem sendo desenvolvida desde 2018. Os pesquisadores começaram com testes in vitro, em células.
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Cientistas brasileiros descobriram que dá para curar tumores de câncer cerebral infantil, a partir de um aliado completamente inusitado: o zika vírus modificado.

Os primeiros testes já foram realizados e os resultados são promissores. Agora, os pesquisadores buscam apoio para tornar o tratamento real e acessível para inúmeras famílias do país.

A pesquisa pode ser conhecida através de publicações das doutoras Mayana Zatz e Carolini Kaid, do Centro de Pesquisas Sobre o Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo (USP). 

O tratamento

A técnica brasileira vem sendo desenvolvida desde 2018. Os pesquisadores começaram com testes in vitro, em células. Após os primeiros resultados, a equipe começou testar o tratamento em tumores de camundongos e posteriormente em cachorros.

Em todos os casos, o zika vírus conseguiu entrar nas células e destruir os tumores.

“Nós vimos que o vírus destruía células neuro-progenitoras, que dão origem ao cérebro e descobrimos também que tumores cerebrais são ricos nessas células neuro-progenitoras. Então surgiu a ideia de usar o vírus da zika na destruição de tumores cerebrais que até hoje não têm tratamento”, explicou a doutora Mayana.

A importância da descoberta está diretamente ligada à mortalidade infantil provocada por esses tumores.

“A incidência de tumores do SNC é de 3.5 casos a cada 100 mil pessoas – com uma mortalidade de 80% dos casos, ou seja, apenas 20% dos pacientes sobrevivem à doença. Em crianças, os tumores do SNC são a principal causa de morte ocupando o primeiro lugar em mortalidade e o segundo em incidência”, disse Carolini Kaid.

Esperança

A patente foi registrada em 2018, mas o grupo precisa de apoio financeiro para finalizar o tratamento para humanos.

Tratamentos inovadores como este podem diminuir a alta da mortalidade por câncer. Estatística feita do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta o câncer como a causa de aproximadamente 2.565 mortes de crianças e adolescentes por ano, no Brasil.

Os cientistas da USP querem tornar o tratamento real. Para isso, eles precisam preparar e modificar o zika vírus em laboratório para aplicação clínica em crianças com tumores raros. E para ficar pronta o quanto antes, a aceleração da tecnologia desse tratamento precisa de apoio financeiro.

Os cientistas precisam comprar reagentes, equipamentos e fazer testes clínicos para concluir o desenvolvimento da tecnologia e viabilizar a chegada do tratamento aos hospitais.

Para tanto, foi criada uma “vaquinha virtual” para levantar fundos para esta pesquisa e toda a renda será destinada para essas aquisições e finalização do estudo. Para colaborar, basta clicar no site Só Vaquinha Boa e fazer a doação.

Fonte: Divulgação

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