Capitais do Brasil vão usar freezer emprestado para refrigerar vacinas da Pfizer

É o caso da prefeitura de Porto Alegre, que fez parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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O Brasil recebeu um lote de um milhão de doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 nesta quinta-feira (29), que será distribuído entre as capitais do país. Diferente das outras vacinas já usadas, que podem ser mantidas em refrigeradores comuns (com temperaturas entre 2ºC e 8ºC), o novo imunizante precisa de armazenamento em temperaturas mais baixas (entre – 65ºC e – 80ºC). Para dar conta dessa demanda logística, os governos locais têm recorrido a empréstimos de freezers de hospitais e universidades.


É o caso da prefeitura de Porto Alegre, que fez parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A instituição cedeu ultrafreezers com capacidade de até quatro milhões de frascos para garantir a conservação das vacinas em baixíssima temperatura. No primeiro lote, o Estado vai receber 32.760 doses.


Conforme o Ministério da Saúde, as doses serão entregues em temperaturas entre -25ºC e -15ºC, cuja conservação pode ser feita apenas durante 14 dias. Após ser armazenada entre 2ºC e 8ºC, o prazo para aplicação é reduzido para cinco dias. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o transporte e armazenamento a -20ºC por um período único de até duas semanas. A vacina tem prazo de validade de seis meses quando armazenada a -75°C.

Na capital de Mato Grosso, o Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá também cedeu à prefeitura um ultrafreezer. Com capacidade de 486 litros, o aparelho pode chegar a temperatura de até – 86ºC. Ainda não foi divulgada o número de doses que serão encaminhadas à cidade.

Bahia descentraliza estrutura com equipamentos próprios


Outra regiões fizeram as próprias compras para armazenar os produtos. A Bahia abriu licitação para 100 ultracongeladores e 30 já foram distribuídos para nove macrorregiões de saúde do Estado. “Essa é uma realidade bem diferente de outros Estados, que concentram a infraestrutura na capital”, afirmou Fábio Vilas-Boas, secretário da Saúde baiano.

O Paraná tem nove freezers para armazenar o imunizante – sete de ultrabaixa temperatura (-80ºC), podendo armazenar as doses por até seis meses, e dois são de temperatura de -20ºC, que podem ser usados para armazenamento inicial das doses. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, dois dos equipamentos já foram remanejados para o Centro de Medicamentos do Paraná, em Curitiba, para logística, armazenamento e distribuição das vacinas contra a Covid-19.

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