Ale Cabral/CPB

Atletas brasileiros de esgrima buscam vagas nas Paralimpíadas

Três atletas da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) têm chance de seguir rumo a Tóquio, em agosto, para os Jogos Paralímpicos 2020 na modalidade esgrima. Jovane Guissone, Moacir Ribeiro e Carminha Oliveira embarcaram para a Hungria, integrando a Seleção Brasileira, onde disputarão a próxima etapa da Copa do Mundo, que acontece nos dias 13, 14 e 15 fevereiro. A competição é uma das classificatórias para os jogos no Japão.

Jovane Guissone, que compete na categoria B — integrada por atletas com paraplegia — é o atual segundo colocado no ranking mundial na espada e está em oitavo no florete. Com a soma dos resultados, é praticamente impossível Guissone ficar de fora dos Jogos de Tóquio. Moacir Ribeiro está em 25º no ranking de espada masculino, enquanto Carminha Oliveira é a 21º entre todas as competidoras na espada feminina. Ambos competem pela categoria A, composta por atletas com deficiências físicas mais leves, como amputação ou lesão medular baixa.

Para garantir as vagas, os três precisam terminar entre os 25 primeiros colocados no ranking mundial e à frente dos outros competidores da mesma região. O Brasil disputa pela região Américas/África. Hoje, as principais ameaças para Carminha são as atletas dos Estados Unidos (23º) e do Canadá (25º). Para Moacir, a missão é um pouco mais difícil: ele precisa pontuar para passar o canadense (17º) no ranking.

Após a Copa do Mundo na Hungria, os atletas terão, ainda, mais duas competições para somar pontos e tentar uma vaga para os Jogos Paralímpicos: a Copa do Mundo no Brasil, entre os dias 11 e 14 de março, e o Regional das Américas, entre os dias 15 e 18 de março. Ambos acontecem em São Paulo.

Trabalho a longo prazo

O desempenho dos atletas nas competições é resultado de um trabalho desenvolvido pela Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) desde 1995. A ADFP atua, também, em outras modalidades como atletismo, basquete, bocha, natação e tênis de mesa como forma de recuperação física e emocional dos pacientes. Desde 1996, nos Jogos Paralímpicos de Atlanta, a ADFP manda, ao menos, um atleta para compor a seleção.

No último ano, a ADFP investiu forte na esgrima, com a ajuda do Programa de Fomento e Incentivo ao Esporte (Proesporte), instituído a partir da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte (17.742/2013), que permite a concessão de auxílio financeiro a projetos credenciados pela Secretaria de Estado do Esporte e Turismo do Paraná (SEET). Além disso, outros parceiros como a Companhia Paranaense de Energia (Copel), a Berneck, a Academia Mestre Kato e o Clube Duque de Caxias apoiam o projeto da ADFP.

Crédito da foto: Ale Cabral/CPB

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