Ataques de animais peçonhentos diminui 56% em Petrópolis

Desde o início da pandemia do novo Coronavírus, os ataques de animais peçonhentos apresentaram queda acentuada.

Os casos envolvendo ataques de animais peçonhentos à população apresentou diminuição em Petrópolis. De acordo com dados obtidos pelo Giro Serra, através da Secretaria de Saúde, o número de vítimas atacadas por esses animais obteve queda de 56,3% no primeiro semestre deste ano no município, se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Entre os meses de janeiro e junho de 2020 já foram registrados 45 ataques de animais peçonhentos. Dentre eles, a maior quantidade aconteceu por meio de aranhas, com 22 casos, seguida de serpente, com 11 ataques, escorpião, apresentando nove atendimentos, além de dois casos envolvendo lagartas e um outro registro não especificado.

Neste mesmo período, os maiores ataques aconteceram entre os meses de janeiro, com 18 atendimentos, e fevereiro com 11 registros.

“Devido ao aumento da temperatura no verão, vários animais saem das tocas. Além disso, há também a questão das chuvas abundantes, que destroem seus habitat natural. Com isso, os animais procuram outros locais para se abrigarem”, explicou Carla Pinto, professora de Biologia.

Desde o início da pandemia do novo Coronavírus, os ataques de animais peçonhentos apresentaram queda acentuada. No mês passado, por exemplo, foi registrado apenas um caso no município.

“Diante da quarentena, em que há menor quantidade de pessoas saindo de suas casas e ficando menos expostas, alinhadas também às visíveis mudanças climáticas, consequentemente pode se constatar a diminuição expressiva no número de ataques.

A professora ainda destaca que os animais não são cruéis.

“Eles atacam para se defenderem. Se um homem se deparar com um desses animais, o melhor é sair de perto com cautela, sem fazer muito barulho”, concluiu Carla Pinto.

De janeiro a junho de 2019 foram registrados 103 casos em Petrópolis. O maior número de ataques partiu das aranhas – 44 casos. Serpentes foram 21 casos, escorpiões 18, lagarta foram oito, abelhas somaram cinco registros e outros animais não especificados totalizaram sete casos.

O que fazer após um ataque?

De acordo com a Secretaria de Saúde de Petrópolis, quanto menor o tempo entre o momento do acidente e o atendimento à vítima, melhor será a recuperação do paciente diante da presença das substâncias tóxicas encontradas nas peçonhas dos animais, inclusive, pela utilização dos diferentes tipos de soro existentes. O polo de atendimento para as vítimas de animais peçonhentos no município está localizado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro.

Medidas preventivas aos ataques de serpentes

Segundo a Secretaria de Saúde, é recomendado o uso de botas de borracha com cano alto ao percorrer locais com vegetação; utilização de botas de borracha e de luvas de raspa de couro para a remoção de madeiras, entulhos e/ou mato roçado; e não colocar as mãos em tocas e locais escuros onde possa haver serpente.

Além disso, é recomendável manter os cuidados durante as caminhadas em ambientes naturais como locais de florestas e matas, banhos de cachoeira e acampamentos. Também é importante manter terrenos próximos da residência limpos e roçados, evitando a presença de roedores.

Medidas preventivas aos ataques de aranhas e escorpiões

Manter os quintais e jardins limpos impede que os animais se estabeleçam. Além disso, é importante evitar plantas ornamentais e arbustos juntos às janelas, que podem dar acesso de animais às residências. Mantenha também o lixo ensacado, evitando a presença de pequenos insetos, que são alimento para os peçonhentos.

Em casa, é aconselhável sacudir roupas e calçados antes de utilizá-los, não pendurá-las em paredes, afastar camas e berços das paredes e não colocar varal ligado à árvores. É importante também vedar buracos nas paredes, frestas em janelas e portas, colocar tela nos ralos e manter sótãos e porões limpos com materiais organizados, evitando a formação de criadouros nesses locais.

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