Angélica Duarte e Juliana Linhares gargalham de suas dores em “Mais discreto”

Single é o segundo apresentado de “Hoje tem”, álbum de estreia da cantora e compositora paulistana radicada no Rio de Janeiro.
Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

Duas das vozes mais potentes da música contemporânea se encontram em “Mais discreto”. Angélica Duarte e Juliana Linhares despejam intensidade e talento neste single de apelo pop e trajado de rock’n roll. Produzida pela própria Angélica e Lourenço Vasconcellos, a faixa faz parte de “Hoje tem”, álbum de estreia de Angélica, que pelo que vem sendo apresentado, promete impactar a nova cena brasileira. Um clipe cheio de estilo, beleza e atitude dirigido por Caio Riscado acompanha o lançamento. 

“Escrevi essa letra bastante magoada com o fim de uma relação. Essa fase de luto foi muito criativa, pois tive solidão e tempo para processar os meus sentimentos. Compartilhei a poesia com a Gabi Buarque e ela me trouxe essa melodia maravilhosa. Escrevi pensando num bolero, em Nana Caymmi e ela me trouxe algo mais gritado, escancarado, que caiu como uma luva para o texto”, lembra Angélica. 

A cantora acredita que fomos instruídos a nos apaixonar de forma fervorosa e a aceitar que só teremos um grande amor para a vida toda. “E partindo deste ponto de vista, o fim de uma relação causa um luto muito grande. Esse rombo emocional pode nos fechar para boas experiências, mas também nos faz olhar pra dentro e entrar em contato com nosso desejo, nossa intimidade”, defende. 

É exatamente sobre este universo que fala “Mais discreto”: superar as dores, o rancor e as mágoas para se reerguer. Um desprendimento da fantasia, das ilusões adolescentes, dos sonhos de princesa. E ninguém melhor para dividir os vocais de uma história como essa do que Juliana Linhares. 

No clipe, a interpretação de ambas é caprichosa, assim como o figurino assinado por Carla Ferraz. “A partir da narrativa da canção, que sugere o rompimento de uma relação a dois, o filme subverte a ideia da fossa ao transformá-la em festa. No lugar de sofrer em silêncio ou de maneira modesta, Angélica Duarte e Juliana Linhares se arrumam para celebrar a finitude das coisas”, conta o diretor Caio Riscado.

Para ele, na atualidade em que o debate sobre relacionamentos tóxicos se faz urgente, é preciso pouca discrição e muita afetação. “Nesse sentido, as cantoras abraçam suas dores e nos convidam a sofrer em voz alta e, se possível, gargalhando. As pessoas-lixo passam, mas a gente fica”, resume.

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Comentários estão fechados.